UMAX-ICA: 1 a cada 3 adultos percebe problemas vinculados ao uso do celular
O levantamento incluiu 1.000 pessoas com 18 anos ou mais e foi ponderado para representar a população adulta do Paraguai. O questionário abordou distintos aspectos vinculados à saúde mental, hábitos de vida, consumo de substâncias psicoativas e outras condutas potencialmente problemáticas.
Entre os principais resultados, 14,6% dos entrevistados alcançou um indicador indireto de uso problemático do celular. Por sua vez, 36% manifestou perceber em seu entorno algum problema relacionado com o uso de dispositivos móveis, o que equivale aproximadamente a um de cada três adultos consultados.
A investigação também incorporou as apostas pela internet, incluindo plataformas de apostas desportivas, cassinos virtuais e outros jogos em linha. Neste caso, 12,9% declarou ter apostado ou gasto dinheiro em jogos virtuais durante os últimos 12 meses.
Além disso, 7,5% dos participantes apresentou algum sinal de risco associado a esta prática, como ter gasto mais dinheiro do previsto, experimentar dificuldades para parar ou ter enfrentado consequências negativas. Os pesquisadores esclarecem que estes indicadores representam sinais populacionais de alerta e não constituem diagnósticos clínicos de adicção digital ou ludopatia.
A investigação revela que o acesso permanente aos dispositivos móveis pode reduzir as barreiras que anteriormente separavam as pessoas de determinadas condutas de risco. No caso das apostas, fatores como a disponibilidade constante, a rapidez das operações, o uso de dinheiro digital, as promoções e a privacidade podem facilitar que esta atividade se incorpore progressivamente à rotina.
A Mg. Alejandra Najenson, docente pesquisadora da carreira de Medicina da UMAX, apresentou os resultados durante o I Simpósio Internacional de Prevenção e Luta contra as Adições, realizado no dia 26 de junho no Centro de Eventos do Paseo La Galería.
Desde a instituição apontam que as novas formas de consumo digital requerem ampliar o olhar sobre as adições e condutas de risco. Estas não necessariamente aparecem associadas a cenários evidentes de deterioro, mas que também podem desenvolver-se a partir de práticas normalizadas e com uma baixa percepção de risco.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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