Cartes já havia chamado a atenção várias vezes a Peña pela crise de saúde, diz Chase
O cartista Natalio Chase valorizou a designação de Isaías Fretes à frente do Ministério de Saúde Pública e Bienestar Social (MSPyBS) e de Derlis León para cobrir o lugar que deixou na Presidência do Instituto de Previsão Social (IPS) ante a falta de resultados em meio da crise sanitária.
"Eu acredito que é muito positivo, é um reclamo que há tempos vínhamos falando que o sistema de saúde não estava cumprindo com os objetivos que estavam traçados e estamos muito contentes", afirmou.
O legislador destacou a trajetória dos novos responsáveis e considerou que ambos podem gerar mudanças a partir de sua experiência na função pública.
Consultado sobre a influência que pôde ter tido Cartes na decisão de Peña, Chase reconheceu que o titular da ANR já havia levantado em reiteradas ocasiões seus questionamentos, embora não tenha especificado se se tratava exclusivamente sobre a crise sanitária ou também de outros temas.
"O chamado de atenção do presidente do partido já se deu em várias oportunidades e eu acredito que haverá pesado seguramente", sustentou.
Chase recordou além disso que Peña e Cartes fazem parte do mesmo comando político, pelo que ambos mantêm uma comunicação permanente sobre os principais problemas do Governo.
No entanto, evitou afirmar quais foram os motivos concretos que levaram Peña a realizar as mudanças. "Eu acredito que o presidente tomou a decisão dentro de suas atribuições. Não sei quais foram os motivos que o moveram, isso há que perguntar ao presidente", respondeu.
Igualmente o senador oficialista sustentou que a saída ou chegada de autoridades não resolverá por si só os problemas estruturais do sistema sanitário.
"A crise é endêmica do sistema de saúde, não é somente a pessoa, falta muito por fazer, há que corrigir muitíssimas coisas, não somente o orçamentário, também o funcionamento do sistema vigente", afirmou.
Nesse sentido, sinalizou que qualquer modificação que possa implementar Fretes pode contribuir a melhorar o funcionamento da pasta sanitária. "As pequenas mudanças que fça Fretes para correção somam", sustentou.
Chase depositou além disso sua confiança no novo ministro, a quem atribuiu experiência suficiente para enfrentar a situação. "Temos muita fé em Fretes. Ele demonstrou no IPS, ele quebrou um esquema antigo no IPS e eu acredito que pode fazer o mesmo no Ministério de Saúde", apontou.
Sobre a mesa de crise que analisa a crise sanitária, Chase mencionou que o presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, devia apresentar a Santiago Peña uma proposição para destravar a greve prevista entre 21 e 22 de setembro, mas até o momento não há retorno.
Chase considerou que Fretes não necessitará maiores explicações sobre a problemática sanitária, devido a sua experiência prévia no IPS e sua proximidade com a realidade dos trabalhadores da saúde.
"Fretes não tem por que se inteirar, eu acredito que já estará inteirado. O problema de saúde ele conhece, ele sente em carne própria o problema de saúde porque ele esteve no lugar desses médicos, eu acredito que não há nada que explicar-lhe", afirmou.
Finalmente, defendeu a atuação de Peña frente à crise e assegurou que o mandatário é quem tem maior interesse em encontrar uma saída.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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