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Internacional

Três chaves que explicam a vitória ajustada de De la Espriella na Colômbia

22/06/2026 01:45 3 min lectura 14 visualizações
Tres claves que explican el ajustado triunfo de De la Espriella en Colombia

Um empresário e advogado no topo do poder

Abelardo de la Espriella, de 47 anos, transitou rapidamente de sua carreira como empresário e advogado penalista até se posicionar a um passo da presidência colombiana. A mínima vantagem que conseguiu na pré-contagem da segunda volta eleitoral deste domingo, com 49,7% de apoio quando 99,99% das mesas foram informadas, augura a possível chegada de um novo tipo de direita ao governo colombiano.

Seu concorrente, o senador Iván Cepeda, candidato da esquerda liderada pelo presidente cessante Gustavo Petro, somou 48,7% dos votos. Com uma diferença menor a 300 mil votos entre ambos os candidatos, De la Espriella celebrou o resultado enquanto Petro e Cepeda pediram para aguardar a apuração oficial para proclamar o próximo presidente.

De la Espriella obteve quase 13 milhões de votos, uma cifra recorde na história eleitoral colombiana que confirma sua veloz ascensão após anunciar sua incursão na política há apenas um ano e vencer por surpresa a primeira volta das eleições no final de maio.

Primeira chave: uma direita radical que ressoa na região

De la Espriella se tornou o rosto colombiano de uma direita radical que vence eleições na América Latina com suas críticas à classe política tradicional e promessas de mão dura em segurança. Sua proposta de construir dez megaprisioneiros na Colômbia evocou o modelo penitenciário implementado em El Salvador sob Nayib Bukele, que inspira direitistas da região.

Sua defesa do porte legal de armas para cidadãos, assim como a exaltação do patriotismo e do militarismo, também lembraram aspectos do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Além disso, suas críticas à classe política e sua promessa de diminuir 40% o tamanho do Estado colombiano valeram comparações com as posições que levaram à presidência o argentino Javier Milei.

Segundo Bibiana Ortega, professora de ciência política na Universidade Javeriana de Bogotá, De la Espriella "pegou o que mais se destaca de Bukele, Milei, Bolsonaro" e outros expoentes da direita radical da região. "Essas são as bandeiras e no caso da Colômbia creio que funcionam", aponta a acadêmica.

Segunda chave: a percepção de insegurança e descontento com políticas anteriores

Em zonas urbanas e rurais da Colômbia aumentaram os níveis de percepção de insegurança e de um fracasso da estratégia de "paz total" proposta por Petro para negociar com grupos armados, o que levou muitos a apoiarem as ideias de mão dura de De la Espriella.

Esta situação de descontento cidadão com a gestão anterior permitiu que um candidato de posições contrastantes ganhasse tração eleitoral, transformando-se em uma alternativa para setores que buscavam uma mudança de direção nas políticas de segurança.

Terceira chave: atração em setores de classe média e alta

Setores de classe média, alta e religiosos encontraram atrativa a proposta de um Estado de menor tamanho, em contraste com a expansão do governo e do gasto público registrada sob o mandato de Petro.

A distância que marcou De la Espriella com a classe dirigente tradicional pareceu distingui-lo em um país onde o descontento político permitiu que um outsider ganhasse relevância eleitoral e se posicionasse como alternativa de governo a partir de 7 de agosto.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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