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Tecnologia

Telescópio James Webb descobre nuvens salinas na atmosfera do 'planeta rosa'

18/06/2026 23:45 3 min lectura 139 visualizações
El telescopio James Webb descubre nubes salinas en la atmósfera del 'planeta rosa'

Uma descoberta astronômica significativa

O telescópio espacial James Webb sondam o 'planeta rosa' (GJ504b) e revelou características atmosféricas nunca antes documentadas. A pesquisa, publicada na revista Astronomical Journal, foi liderada por uma equipe da Universidade Northwestern, Estados Unidos.

Apesar de seu apelido popular, os astrônomos ainda não determinaram com certeza se se trata realmente de um planeta. Com uma massa aproximadamente 25 vezes superior à de Júpiter, GJ504b situa-se perto da difusa fronteira entre os planetas gigantes e as anãs marrons, razão pela qual os especialistas o denominam 'companheiro de massa planetária', um termo que descreve um objeto do tamanho de um planeta que orbita em torno de uma estrela.

Uma temperatura inusitadamente baixa

O que torna particularmente notável o GJ504b é sua baixa temperatura. Enquanto a maioria dos exoplanetas fotografados diretamente têm temperaturas que oscilam entre 1.000 e 2.000 graus Fahrenheit, GJ504b mal alcança os 550 graus Fahrenheit, aproximadamente 290 graus Celsius, uma temperatura similar à de um forno convencional.

Essa característica é resultado de sua antigüidade. Segundo o novo trabalho, o objeto tem entre 2.500 milhões e 4.000 milhões de anos de idade. Trata-se de um dos companheiros de massa planetária mais frios jamais fotografados diretamente e, ao ser tão tênue, resulta praticamente impossível analisá-lo a partir de telescópios terrestres.

Achados químicos sem precedentes

As novas observações do James Webb revelaram uma atmosfera repleta de compostos químicos exóticos e nuvens salinas diferentes de qualquer coisa documentada até agora. Essa descoberta representa algumas das primeiras evidências diretas da existência de nuvens salinas na atmosfera de um objeto tão frio, um fenômeno que os cientistas teorizaram há mais de 15 anos.

A equipe liderada por Aneesh Baburaj utilizou técnicas avançadas de processamento de dados para captar a tênue luz de GJ504b e eliminar o brilho de sua estrela hospedeira, que é muito mais brilhante. Esse processo permitiu revelar o espectro luminoso do objeto, decompondo a luz em todas as suas cores para compilar dados detalhados.

Uma mistura complexa de moléculas

A análise espectral revelou uma rica mistura de substâncias químicas na atmosfera do objeto, que incluem vapor de água, metano, dióxido de carbono, amônia e outras moléculas. O espectro também sugeriu que GJ504b é inusitadamente rico em elementos pesados ou metais, conforme detalha o estudo, que também utilizou modelagem astrofísica e simulações computacionais.

Perspectivas futuras

Essa descoberta representa um passo importante em direção ao estudo de objetos cada vez mais frios que se revelam demasiado tênues para serem examinados com telescópios terrestres. Contudo, o mistério da formação de GJ504b persiste, já que os dados atuais sugerem que poderia ter-se formado como um planeta ou como uma pequena estrela.

O trabalho foi realizado em colaboração com cientistas do Instituto Científico do Telescópio Espacial (STScI).

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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