IA, desinformação e Sun Tzu
Tecnopânico e corrida pela superinteligência automelhora enquanto sistemas de mídia amplificam incertezas sobre o desenvolvimento das inteligências artificiais
- Ricardo Rivas
- Jornalista
- X: @RtrivasRivas
- Fotos: Gemini/Gentileza/AFP
Sobre as IA como "perigos" para o desenvolvimento humano de curto prazo parecem coincidir tanto os sistemas de mídia públicos quanto privados que, uma e outra vez, dizem e mais dizem. Muitos desenvolvedores –aparentemente arrependidos– também.
Agoniza uma semana tremenda. A desinformação –aquela que conhecemos em profundidade quando a pandemia de covid-19, que produziu pouco mais de sete milhões de mortes confirmadas em nossa tão maltratada aldeia global e que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) teve um "impacto real" superior a quinze milhões de falecimentos– nos atropela uma vez mais.
Desta vez, com os efeitos aparentemente "indesejados" dos desenvolvimentos tecnológicos das inteligências artificiais (IA). Os questionamentos –para quem sabemos muito pouco ou quase nada– se multiplicam. O "tecnopânico", como categoriza o acadêmico Eduardo Bertoni esses temores –que se consolidam sobre a incerteza massiva que sobre esses sistemas padecemos– também crescem.
Vamos bem? Como saber? Sobre as IA como "perigos" para o desenvolvimento humano de curto prazo parecem coincidir tanto os sistemas de mídia públicos quanto privados que, uma e outra vez, dizem e mais dizem. Muitos desenvolvedores –aparentemente arrependidos– também.
O último terça-feira 8 foi o momento de Jacob Coxon (27), jovem cientista britânico relevante que até poucos dias era um funcionário da já mencionada Anthropic. Jacob confirma que as empresas de tecnologia competem (¿batalham, talvez?) para desenvolver sistemas, dispositivos, "tecnologias sobre-humanas" de alto risco. "As pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que poderia nos matar a todos para o final da década", afirma.
SUPERINTELIGÊNCIA AUTOMELHORA
Não o diz em qualquer tribuna. Não. Assim se expressa através de sua conta @hilbertpaess, na plataforma X. "Renunciei à Anthropic hoje (8-S). Passei os últimos três anos fazendo pesquisa de pré-treinamento tanto na OpenAI quanto na Anthropic. Nenhuma das duas empresas está atuando de forma responsável. Estão correndo direto em direção a uma superinteligência automelhora e apostando com nossas vidas".
Va além. "Não subestime o poder desta tecnologia", exorta. "Em breve serão sistemas sobre-humanos capazes de hackear qualquer coisa, revolucionar qualquer campo de uma noite para outra e adquirir poder e recursos reais", avisa. Porém, com suas opiniões não fornece mais precisões. "Nenhuma outra atividade humana representa este nível de perigo", acrescenta.
O que diz este tipo? Mirna foi a última das duas amigas em chegar ao encontro de cada sexta-feira. Os amigos já estávamos. "O frio não passa!", exclama no momento mesmo em que a recebemos. As lenhas crepitantes proporcionam uma sensação de privilégio e desejo de irreprimível calor. Lá fora os termômetros marcam uma temperatura de -2 Celsius.
"O que há de novo, amiga?", pergunta JT. As taças, carregadas com um Château Latour Pauillac de Latour de 2019, estão prontas. "Desde Magnifica Humanitas –a Carta Encíclica que o papa Leão XIV apresentara publicamente em 25 de maio passado– os avisos (junto com os preconceitos) sobre as IA crescem exponencialmente", disse Delia imediatamente.
REDES NEURAIS
Brindamos "pela vida" para inaugurar a tertúlia. Alguém se lembra que, aquele meio-dia de maio em A Eterna, frente ao Pontífice e à Cúria romana, Christopher Olah (34), cofundador da Anthropic, revelou que com sua equipe de pesquisadores "seguimos enc...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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