Mbói jagua reabilitada é liberada em seu habitat natural
Uma mbói jagua foi resgatada por guardas-parques e transportada ao Hospital Faunístico do Centro de Investigação de Animais Silvestres (Ciasi) de Itaipú, localizado no Tekotopa Centro Ambiental de Hernandarias.
Durante a avaliação inicial, os veterinários constataram que o exemplar apresentava múltiplas lesões causadas pela rede, razão pela qual precisou ser anestesiado para realização de curações e intervenção cirúrgica destinada a suturar as feridas produzidas pelo incidente.
Segundo informou Itaipú Binacional, após vários dias de monitoramento e recuperação, os profissionais do Ciasi confirmaram que o réptil, com 3,6 metros de comprimento e aproximadamente 20 quilogramas de peso, evoluiu de maneira favorável.
Antes de sua liberação, o exemplar foi submetido a uma nova avaliação clínica que certificou seu bom estado de saúde, o que permitiu que retornasse ao meio natural com autorização do Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Mades).
A bióloga de Itaipú Flavia Netto explicou que o local escolhido para a liberação corresponde a um humedal, ambiente indispensável para a sobrevivência desta espécie, já que se trata de uma serpente principalmente aquática.
A liberação foi realizada sem inconvenientes e observamos que a mbói jagua conseguiu se deslocar normalmente, o que demonstra que logrou se recuperar satisfatoriamente.
O guarda-parque Wilson Vega recordou que o resgate foi possível graças ao aviso de pescadores que detectaram o animal imobilizado dentro de uma rede enquanto realizavam atividades em um curso de água de Canindeyú. Os funcionários acudiram ao local durante um patrulhamento ambiental e procederam a liberar o exemplar para transportá-lo ao centro de atendimento especializado.
Vega destacou que a participação cidadã resulta fundamental para a conservação da fauna silvestre, valorizando a atitude dos pobladores que decidiram alertar as autoridades em lugar de causar dano ao animal.
Papel ecológico da espécie
A mbói jagua, uma das serpentes de maior tamanho da América do Sul, cumpre um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, ao controlar populações de peixes, aves e outros vertebrados.
Casos como este evidenciam a importância do trabalho conjunto entre instituições ambientais, guardas-parques e comunidades locais para resgatar e reabilitar exemplares de espécies ameaçadas, favorecendo seu retorno à vida silvestre.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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