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Paraguai

Presidente de Senacsa propõe revisar o modelo sanitário e avançar para uma redução progressiva da vacinação

04/08/2026 15:45 3 min lectura 31 visualizações

O presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), José Carlos Martin, propôs a necessidade de revisar o atual modelo sanitário pecuário do Paraguai e começar a construir uma transição progressiva para um cenário de menor pressão vacinal contra a febre aftosa.

Em um documento intitulado Quando o sucesso exige se reinventar e assinado por ele, Martin sustentou que o sistema sanitário paraguaio deve se adaptar às mudanças que se registram na região, mas sem colocar em risco a estrutura institucional, operativa e financeira que permitiu ao país alcançar resultados sanitários e comerciais importantes.

O titular do Senacsa reconheceu que o Paraguai consolidou durante mais de duas décadas um esquema exitoso, sustentado na articulação público-privada entre o Senacsa, a Associação Rural do Paraguai e a Fundação Serviços de Saúde Animal.

"Este esquema permitiu alcançar altos níveis de cobertura vacinal, implementar sistemas de vigilância epidemiológica sustentados e assegurar rigorosos controles de qualidade de vacinas", afirmou Martin.

Conforme explicou, essa construção institucional posicionou o Paraguai entre os sistemas sanitários mais robustos da região e contribuiu ao crescimento das exportações pecuárias, que atualmente superam os US$ 2.600 milhões, com presença em mais de 85 mercados internacionais.

Entretanto, Martin advertiu que o cenário sanitário internacional está mudando. Indicou que 32 dos 35 países das Américas contam com pelo menos uma zona livre de febre aftosa sem vacinação, condição que abrange aproximadamente 85% do rebanho continental.

"O Paraguai mantém a maior pressão vacinal do continente", afirmou o presidente do Senacsa, que considerou que esta realidade abre a possibilidade de avançar para o máximo status sanitário, mas também obriga a revisar o funcionamento do modelo atual.

Um dos principais pontos de preocupação apontados por Martin é a estrutura financeira de Fundassa, fortemente dependente das receitas geradas pela vacinação contra a febre aftosa. Para o titular do serviço sanitário, qualquer mudança na estratégia terá um efeito direto sobre o financiamento e a capacidade operativa da fundação.

"O ponto crítico reside na estrutura financeira da Fundassa", sustentou. E acrescentou que uma modificação do esquema sanitário, se não for acompanhada por uma reorganização financeira e institucional, poderia colocar em risco a continuidade das atividades desenvolvidas pela organização.

Martin esclareceu que sua proposta não aponta a desmantelar o modelo sanitário nem a suspender abruptamente a vacinação. Ao contrário, defendeu uma transformação ordenada, respaldada por critérios técnicos e acompanhada por mecanismos que garantam a continuidade do sistema.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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