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Saúde

Sob pressão, Governo prevê reunião hoje para desbloquear Greve Nacional de Médicos

Encontro convocado pelo Ministério de Economia busca solução para mobilização que já alcança o terceiro dia

26/08/2026 19:45 3 min lectura 19 visualizações

Nesta quarta-feira, às 14:00, será realizada uma reunião convocada pelo titular do Ministério de Economia e Finanças (MEF), Óscar Lovera, em busca de desbloquear a greve de médicos que mobiliza milhares de profissionais de jaleco branco.

O doutor Saúl Recalde, vice-ministro de Atenção Integral do Ministério de Saúde, manifestou à rádio Monumental 1080 AM que receberam o convite à mesa de diálogo e que estão dispostos a buscar uma solução.

O encontro ocorre após fortes críticas de vários setores pela falta de respostas das autoridades ante o conflito e diante da pressão dos grevistas, que inclusive levaram os protestos até um evento em que participou o presidente da República, Santiago Peña, que na véspera não os atendeu na zona da Conmebol em Luque.

A senadora colorada Lilian Samaniego também questionou que, até o momento, os médicos mobilizados não tenham sido recebidos pela ministra de Saúde, María Teresa Barán.

Por sua vez, a legisladora Yolanda Paredes pediu que entre os primeiros pontos a serem tratados conste a alocação de recursos para a pasta sanitária, destinados à compra de medicamentos e à adoção de medidas excepcionais diante da situação que atravessa o sistema sanitário.

"Nós buscamos conciliar, mediar e que isso pare", explicou Saúl Recalde em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.

O médico ressaltou que já tiveram reuniões com autoridades do Ministério do Trabalho e do Ministério de Economia buscando desbloquear o conflito, embora tenha mantido firme a postura do Governo em não ceder às pretensões dos médicos.

"Na série de diálogos que nós tivemos vimos que este aumento de três milhões de dólares por vinculação hoje está sendo impossível para o Ministério de Economia", ressaltou.

Os médicos iniciam nesta quarta-feira o terceiro dia da greve por melhores condições laborais dignas nos hospitais, nomeações de 9.000 colegas contratados, o reajuste do salário a 2,8 salários mínimos e pagamento dos feriados.

Embora tenha vários motivos, concentraram-se nesses quatro pontos considerando que "são os mais urgentes", segundo explicou a doutora Rosanna González, secretária-geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed).

O vice-ministro Recalde voltou a apontar contra a doutora González revelando que supostamente se negou a comparecer a uma reunião convocada pela ministra María Teresa Barán quando teve início a medida de força.

Afirmou que, supostamente, a sindicalista se comportou de maneira conflituosa nas reuniões anteriores à medida de força. "Há que ter um espírito cristão importante para suportar os agravos que ela faz em todas as reuniões", ressaltou.

A ministra de Saúde Pública, María Teresa Barán, afirmou que é pouco aplicável o pedido dos médicos e médicas que estão em greve há dias exigindo, entre outros pontos, um reajuste salarial. Afirmou que "seu coração" está com os doutores, mas que em seu papel atual "toca administrar" e apontou para a carreira sanitária.

Barán, em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM, insistiu que sempre esteve disposta ao diálogo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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