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Saúde

Desirée Masi analisa a situação sanitária e o impacto nos segurados

26/08/2026 17:45 2 min lectura 25 visualizações

Análise da situação sanitária nacional

A ex-senadora Desirée Masi realizou uma análise sobre a situação sanitária no país, tanto em hospitais públicos quanto privados, apontando mudanças significativas que impactam os usuários.

Masi, com ampla trajetória no campo da medicina, observou que anteriormente o seguro privado operava com maior competência distribuída entre vários atores. Atualmente, encontra-se concentrado em apenas dois grandes grupos empresariais.

Concentração do mercado de seguros

"Antes estava pelo menos algo, estava em cinco grupos empresariais. Então, cuidavam mais dos segurados. Os seguros são muito arbitrários para mim, tomam decisões que prejudicam", expressou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.

A ex-parlamentar do Partido Democrático Progressista (PDP) apontou que em anos anteriores foram realizadas várias tentativas para impulsionar leis de regulação de planos de saúde no Congresso Nacional sem obter resultados positivos.

Ausência de marco regulatório

De acordo com sua análise, a falta de regulação normativa faz com que os segurados se encontrem expostos a mudanças repentinas nas coberturas, perda de acesso a médicos e aumentos significativos nas mensalidades ao completar 60 anos.

"Quando você completa 60 anos, seu seguro dispara, mas dispara de uma maneira realmente desproporcionada", acrescentou.

Custos de medicamentos e insumos

Outro aspecto crítico mencionado pela ex-legisladora corresponde ao custo de medicamentos e insumos no setor privado.

Masi apontou que essa situação também afeta a comunidade médica. Indicou que enquanto uma consulta particular em um sanatório privado chega a aproximadamente G. 500.000, os seguros pagam ao profissional uma média de apenas G. 70.000 por atendimento.

Pressões sobre profissionais de saúde

Ante aos reclamações dos profissionais, a resposta das empresas costuma ser restritiva, segundo mencionou.

"Ao médico dizem: 'Se não te gusta o que dão no público, vai para o privado. No privado também te dizem o mesmo. Se não te gusta o que vou te pagar, há uma fila de gente que está esperando. O prejudicado é o segurado"

Dilema para a cidadania

A cidadania enfrenta um desafio ante um sistema público com limitações e as práticas do setor privado, vendo-se obrigada a escolher entre as deficiências do Estado ou assumir custos elevados dos seguros privados.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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