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Saúde

Desirée Masi destaca que o segurado é o mais afetado por problemas de saúde pública e privada

26/08/2026 16:45 3 min lectura 15 visualizações

A ex-senadora Desirée Masi analisou a situação sanitária no país, tanto em hospitais públicos quanto privados, afirmando que sofreram uma transformação drástica que prejudica os usuários.

Desirée, que possui ampla trajetória no campo da medicina, apontou que anteriormente o seguro privado era um setor com maior competência distribuído entre vários atores. Hoje se encontra concentrado em apenas dois grandes grupos empresariais.

"Antes havia pelo menos algo, estava em cinco grupos empresariais. Então, cuidavam mais dos segurados. Os seguros são muito arbitrários para mim, tomam decisões que prejudicam", expressou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM nesta quarta-feira.

A ex-parlamentar do Partido Democrático Progressista (PDP) reafirmou que em anos anteriores foram realizadas várias tentativas para impulsionar leis de regulação de planos de saúde no Congresso Nacional sem êxito.

Em sua opinião, a falta de marco regulatório deixa o segurado exposto a mudanças repentinas nas coberturas, perda arbitrária de médicos e aumentos desproporcionados nas mensalidades ao completar 60 anos.

Nota vinculada: Se tenho IPS, podem me negar atendimento médico em hospitais públicos?

Diferença de custos entre hospitais públicos e privados

A Dra. Desirée Masi, ex-senadora, manifestou que existe uma grave falta de regulação no sistema de seguros privados no Paraguai. Apontou que foram apresentados três projetos de lei sem êxito, elaborados para defender os segurados.

"Quando você completa 60 anos, seu seguro dispara, mas dispara de uma forma realmente desproporcional", acrescentou.

Outro dos pontos mais críticos, na opinião da ex-legisladora, é o custo de medicamentos e insumos no setor privado.

Desirée Masi afirmou que essa situação também afeta a comunidade médica. Sustentou que enquanto uma consulta particular custa em torno de G. 500.000 em um hospital privado, os seguros pagam ao profissional uma média de apenas G. 70.000 por atendimento.

Ante os reclamos dos profissionais, a resposta das empresas costuma ser bastante drástica, segundo mencionou.

"Ao médico dizem: 'Se não gosta do que pagam no público, vai para o privado. No privado também te dizem o mesmo. Se não gosta do que vou te pagar, há uma fila de gente esperando. O prejudicado é o segurado", insistiu.

Ante essa situação, a cidadania se vê em um aperto "entre o sistema público saturado e os abusos do setor privado", no qual deve decidir entre se submeter às deficiências do Estado ou assumir custos desmedidos dos seguros privados.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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