Governo convoca reunião para buscar solução à greve de médicos
Reunião de diálogo programada
Nesta quarta-feira, às 14:00, será realizada uma reunião convocada pelo titular do Ministério da Economia e Finanças (MEF), Óscar Lovera, com o propósito de buscar soluções à greve de médicos que mobiliza profissionais do setor sanitário.
O doutor Saúl Recalde, viceministro de Atenção Integral do Ministério da Saúde, confirmou que receberam o convite para a mesa de diálogo e expressou a disposição das autoridades sanitárias para participar do encontro.
Contexto do conflito
O encontro se materializa após críticas de diversos setores pela falta de respostas ante o conflito laboral. A senadora do Partido Colorado Lilian Samaniego questionou que, até o momento, os médicos em mobilização não tenham sido recebidos pela ministra da Saúde, María Teresa Barán.
Por sua vez, a legisladora Yolanda Paredes solicitou que entre os primeiros pontos a serem tratados se inclua a alocação de recursos para a pasta sanitária, destinados à compra de medicamentos e à adoção de medidas ante a situação do sistema sanitário.
Posição das autoridades
O viceministro Recalde sinalizou que as autoridades buscam conciliar e mediar no conflito. Indicou que já mantiveram reuniões com autoridades do Ministério do Trabalho e do Ministério da Economia buscando destravar o conflito, embora tenha enfatizado que o Governo mantém sua posição a respeito das demandas apresentadas.
"Na série de diálogos que tivemos vimos que este aumento de três milhões de dólares por vinculação hoje está sendo impossível para o Ministério da Economia", expressou Recalde.
Demandas do setor médico
Os médicos iniciam o terceiro dia da medida de força por melhores condições laborais, nomeações de profissionais contratados, reajuste do salário a 2,8 salários mínimos e pagamento dos feriados. A doutora Rosanna González, secretária geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), explicou que esses quatro pontos são considerados os mais urgentes entre suas múltiplas demandas.
Posição da ministra da Saúde
A ministra de Saúde Pública, María Teresa Barán, afirmou que considera pouco aplicável o pedido dos médicos e médicas em greve. Sinalizou que seu papel atual implica administrar recursos e se referiu à importância da carreira sanitária na gestão da política de recursos humanos do setor.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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