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Saúde

Sindicatos médicos declaram zona de conflito nos serviços hospitalares

Sociedades de Cancerologia e Patologia anunciam medida após renúncias de especialistas que se seguiram ao fim da greve nacional

29/08/2026 20:15 2 min lectura 18 visualizações

Declaração de conflito nos serviços hospitalares

A Sociedade Paraguaia de Cancerologia e a Sociedade Paraguaia de Patologia e Citologia emitiram comunicados informando sobre a declaração de zonas de conflito diante das renúncias de médicos especialistas que foram registradas após a conclusão da greve nacional impulsionada por profissionais de saúde.

Segundo a Sociedade Paraguaia de Cancerologia, a zona de conflito abrange os serviços de oncologia dos hospitais dependentes do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social. A declaração acompanha a reivindicação dos profissionais por melhores condições laborais, reconhecimento de seu trabalho e uma remuneração justa, compatível com a responsabilidade e especialização requerida.

Medidas e vigência da declaração

A sociedade assinalou que a declaração em zona de conflito permanecerá vigente até alcançar uma solução favorável. Além disso, solicita aos seus médicos associados que não ocupem os cargos vagos de oncologia que sejam oferecidos durante este período. A organização reafirmou seu apoio aos seus associados e seu compromisso com a dignidade profissional e uma assistência oncológica de qualidade no país.

Por sua vez, a Sociedade Paraguaia de Patologia e Citologia estendeu a declaração de zona de conflito a todos os hospitais do país dependentes do Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social nos quais ocorram renúncias de médicos patologistas. Esta medida responde à reivindicação dos profissionais por condições laborais dignas e um reajuste salarial justo, em defesa dos princípios de igualdade, dignidade e retribuição adequada.

Contexto da greve nacional

A greve geral se desenvolveu de segunda-feira, 24, até sexta-feira, 28 de agosto. Durante este período, os médicos solicitaram ao governo a aquisição de maiores quantidades de insumos e medicamentos, o pagamento por feriados e a nomeação dos profissionais contratados.

O ponto mais significativo sobre o qual ainda não se chegou a um acordo reside no aumento direto de G. 3.000.000 por vínculo. Os gremios solicitam passar dos atuais G. 5.000.000 para um total de G. 8.000.000 por cada contrato de 12 horas semanais. Os gremios argumentam que, desde 2012, seu poder aquisitivo caiu de 2,8 para 1,7 salários mínimos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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