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Política

Sinamed minimiza acordo paralelo e nega ruptura, mas reconhece retrocesso nas negociações

Secretária-geral da entidade afirma que proposta de reajuste salarial não incluía todos os médicos

11/09/2026 22:45 3 min lectura 340 visualizações

A secretária-geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rosanna González, explicou os detalhes da reunião tripartite que tiveram na sexta-feira no Ministério do Trabalho após uma proposta de um ajuste salarial que não incluía todos os médicos do Ministério da Saúde.

"Hoje fomos ouvidos novamente, onde tivemos que voltar a explicar qual é nosso posicionamento, qual é nosso objetivo. Repetimos o mesmo de sempre: o ajuste salarial para todos os médicos do país sem distinção, também para os médicos residentes", afirmou na Monumental 1080 AM.

A convocação ocorreu na noite de quinta-feira depois que se retiraram de outra reunião totalmente descontentes com o posicionamento que tinham compartilhado com os médicos. Após expor toda a informação perante a pasta, que também entrou em contato com a Saúde para recolher os dados que dispõem, os profissionais da saúde esperam que para a próxima segunda-feira, às 14h00, seja apresentada uma nova proposta.

De acordo com González, as ministras María Teresa Barán e Mónica Recalde estarão presentes no encontro. Esse posicionamento terá que ser colocado em consideração em uma assembleia "para discutir se levantamos ou não a greve para os dias 21 e 22 de setembro", destacou.

González fez um relato das reuniões que tiveram na mesa de crise instalada no Congresso Nacional.

"Na segunda-feira passada tínhamos encontrado uma abertura, na quarta-feira passada uma maior abertura, mas depois tivemos um retrocesso onde tínhamos entendido que tudo estava perfeito, mas no dia anterior nos entregaram um posicionamento fora de lugar", esclareceu.

"É como se nos entregassem algo, explicamos novamente e posteriormente voltamos; está tudo mais ou menos entendido e existe um retrocesso. Hoje voltamos a explicar tudo, voltaram a entender e esperemos que na segunda-feira nos possam dar um posicionamento real e que não nos traga novamente um posicionamento que signifique um retrocesso", continuou.

Sobre o acordo paralelo assinado por alguns médicos especialistas, González afirmou que o ato não representa nenhuma ruptura nem complica a luta sindical.

"Isso não refletiu nenhum tipo de ruptura; ao contrário, com isso o que se fez foi que estejamos muito mais em contato e isso se refletiu nos diferentes comunicados que fizeram todas as sociedades onde eles afirmaram que não houve nenhuma representatividade", ressaltou.

A médica lembrou que desde junho passado falam de um reajuste salarial e que tiveram três assembleias antes de chegar à decisão de ir à Greve Nacional de Médicos.

"E todos sabemos qual é o objetivo. Aqui não se colocaram em dúvida as quatro causas da greve, que eram melhorar as condições laborais e que não faltem insumos".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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