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Paraguai

Sergio Duffy alertou sobre novos focos globais de febre aftosa e chamou a fortalecer a preparação sanitária

15/06/2026 03:45 3 min lectura 12 visualizações
Sergio Duffy alertó sobre nuevos focos globales de aftosa y llamó a fortalecer la preparación sanitaria

No marco do 15º Congresso de Fundações e Entes Sanitários, o consultor em sanidade animal e assessor técnico do Centro para a Sanidade Animal e Segurança Alimentar da Universidade de Minnesota, Sergio Duffy, apresentou sobre os desafios que enfrentam os países produtores de carne bovina para manter o status sanitário diante da febre aftosa e reduzir o risco de uma eventual reintrodução da doença.

Durante sua apresentação, Duffy revisou a situação sanitária da América do Sul e do mundo, advertindo que, embora a região atravesse um dos momentos mais favoráveis de sua história em matéria de controle da doença, o vírus continua circulando ativamente em distintas partes do planeta.

"O desafio é duplo: evitar que a aftosa entre e, ao mesmo tempo, estar preparados para responder rápida e eficazmente se algum dia voltar a aparecer", sustentou.

O especialista destacou que a América do Sul apresenta uma situação sanitária privilegiada em comparação com outras regiões do mundo. Enquanto grande parte da Europa, Oceania e América mantêm status sanitários reconhecidos, amplas zonas da África, Oriente Médio e Ásia continuam registrando circulação ativa do vírus.

Conforme explicou, na América do Sul não se registram focos de febre aftosa há vários anos e a maioria dos países avançou para esquemas com ou sem vacinação, dependendo de suas estratégias sanitárias.

Porém, alertou que durante o último ano se registraram novos focos de distintos sorotipos do vírus em vários países da Ásia, África e até Europa, demonstrando que a doença continua sendo uma ameaça global.

"A febre aftosa está circulando pelo mundo. Não é somente o SAT-1; também estão circulando o SAT-2 e diferentes variantes do sorotipo O. Nossa região está muito bem, mas o risco nunca é zero", afirmou.

Uma das principais mensagens da exposição esteve vinculada ao verdadeiro papel da vacinação dentro dos programas sanitários.

Duffy apontou que a imunização sistemática fornece uma camada adicional de proteção, mas ressaltou que o principal motivo pelo qual países como Argentina, Paraguai e Uruguai conseguiram manter sua condição sanitária é porque o vírus não entrou em seus territórios.

"A vacina é importante, mas a Argentina manteve-se livre fundamentalmente porque não entrou o vírus e porque os animais não foram expostos. A vacinação é uma terceira barreira que reduz a probabilidade de infecção, mas não fornece uma proteção completa", explicou.

Da mesma forma, recordou que as vacinas atuais oferecem uma excelente proteção diante dos sorotipos incluídos nos programas sanitários regionais, embora existam limitações diante de cepas exóticas ou sorotipos que não fazem parte das formulações utilizadas.

Outro dos conceitos centrais da conferência foi a necessidade de fortalecer a preparação sanitária para responder rapidamente a qualquer possível incursão do vírus.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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