Amigos além dos palcos
Existem amizades que começam com uma conversa. Outras nascem compartilhando um palco, um ensaio, um camarim ou um estúdio de televisão.
Neste 30 de julho, data em que se celebra o Dia Internacional da Amizade, personalidades da música, do teatro e do jornalismo abriram seu coração para recordar como surgiram esses laços que o tempo fortaleceu e que hoje continuam acompanhando-os dentro e fora dos palcos.
Uma canção que se tornou amizade. A história entre Lizza Bogado e Ismael Ledesma começou há muitos anos, embora um dos recordações mais especiais para ambos tenha ocorrido em Paris durante um concerto organizado pela Rádio França Internacional.
Lizza recorda que praticamente não houve ensaio. "Sua genialidade fez que sentíssemos uma química muito linda desde o primeiro momento", conta a cantora, que já admirava profundamente Flores de Asunción, uma das composições mais emblemáticas do arpista. Anos depois, esse sonho de compor uma letra finalmente se tornou realidade e a obra passou a fazer parte do álbum Señora Guarania, tendo sua estreia na UNESCO.
"Ismael é um artista de uma sensorialidade maravilhosa. Celebro esta amizade que continua amadurecendo com o tempo", expressa.
Do outro lado, Ledesma recorda aquela mesma apresentação com um sorriso. Havia chegado da Bélgica apenas poucas horas antes do concerto. Ensaiaram o necessário e subiram ao palco.
"Temos uma amizade e um respeito mútuo há mais de vinte anos. Sempre admirei seu talento e tudo o que fez pelo Paraguai", afirma.
A música como mestra da vida. A música também ensina a viver. Para Juan Cancio Barreto, a amizade é uma das maiores riquezas que uma pessoa pode ter.
O mestre da guitarra recorda com emoção ter conhecido o doutor Artemio Bracho e sustenta que a amizade merece ser celebrada todos os dias.
Entre tantas pessoas que marcaram sua vida artística, destaca especialmente Berta Rojas, companheira de palcos dentro e fora do país.
"Agradeço muito por me ter convidado para suas turnês. É uma grande mulher e uma artista extraordinária", afirma.
Berta assegura que junto a "Juanca", como carinhosamente o chama, aprendeu muito mais que música.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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A rede barredera