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Brasil-Paraguai

Senadores cartistas aguardam pronunciamento da Chancelaria sobre declarações do presidente Lula

27/07/2026 20:45 3 min lectura 9 visualizações

Expectativa de pronunciamento oficial

A ausência de resposta institucional da Chancelaria após as declarações do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gera inquietação no Congresso, inclusive em setores do partido de Governo.

Beto Ovelar, senador cartista, expressou sua surpresa pelo silêncio da Chancelaria ante o que considera um erro na apreciação histórica do mandatário brasileiro. Destacou a importância de recorrer a fontes históricas especializadas para esclarecer os fatos relativos à Guerra da Tríplice Alianza.

Contexto histórico

Ovelar recordou que foi Brasil quem iniciou a Guerra da Tríplice Alianza contra Paraguai quando começou a atacar o Uruguai. Apesar de expressar sua admiração pela liderança de Lula e reconhecer suas contribuições em programas sociais como Tekoporã, criticou a postura do presidente brasileiro a respeito.

"Independentemente dessa admiração por Lula, não posso deixar de ver que isso foi um erro e uma falta de respeito ao Paraguai. Não é por uma questão de imagem, mas por uma reivindicação histórica", manifestou o legislador governista, que enfatizou que a documentação histórica é clara e contundente sobre esses fatos.

O senador cartista não acredita que a renegociação do Anexo C do Tratado de Itaipú influencie o silêncio governamental, mas atribui a situação a um contexto eleitoral no Brasil. Além disso, destacou a importância de que se retifique o ensino da história naquele país.

Postura mais cautelosa desde o oficialismo

Natalicio Chase, líder da bancada de Honor Colorado, adotou um enfoque mais moderado. Indicou que está sendo analisado um possível pronunciamento desde o Governo e sugeriu deixar que a diplomacia paraguaia continue com suas gestões.

"A declaração do Senado pode dar-se como uma conclusão política, mas as relações internacionais as maneja o Poder Executivo", assinalou Chase, que mencionou que diversos legisladores já compartilharam suas perspectivas pessoais em redes sociais.

Chase interpretou que o presidente brasileiro realizou essas afirmações para justificar um maior apoio às Forças Armadas. Lamentou a falta de tato político e histórico no manejo de um tema que marcou o desenvolvimento do Paraguai, embora reafirmasse a importância da fraternidade entre ambos os países.

"Brasil e Paraguai vêm fazendo um grande trabalho há muitos anos e antes que nos dividirmos, a história deve nos unir, não nos separar", expressou Chase.

Perspectiva desde a oposição

Desde a bancada opositora, Éver Villalba do PLRA questionou o que considera uma resposta tíbia do Governo e um silêncio desde as instituições centrais. Comparou essa situação com a ativação de recursos diplomáticos que se realizou em outras ocasiões.

Para Villalba, a Chancelaria deveria solicitar ao presidente brasileiro que esclareça suas expressões, recordando que em Ñeembucú, onde se travaram batalhas históricas, até os cidadãos brasileiros solicitam perdão aos pobladores locais.

O legislador opositor também assinalou que o presidente brasileiro não responde às gestões do presidente paraguaio Santiago Peña, evidenciado em atrasos em projetos bilaterais como a inauguração da nova ponte entre ambos os países. Desde sua perspectiva, a relação com Brasil responde a considerações geopolíticas mais amplas na região.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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