Senado instala mesa especial de crise para atender demandas do setor médico
A mesa diretiva do Senado respaldou a proposta do presidente do Congresso Nacional, Basilio "Bachi" Núñez, de instalar uma mesa especial de crise destinada a atender aos requerimentos apresentados pelo setor médico ao governo, enfocados principalmente no reajuste salarial generalizado.
A iniciativa estará integrada por representantes das diferentes bancadas parlamentares e terá como propósito diagnosticar, monitorear e propor soluções legislativas, orçamentárias e administrativas ante as problemáticas que afetam ao sistema sanitário público e ao Instituto de Previsão Social (IPS).
Assim mesmo, funcionará em sessão permanente até a resolução da situação e contará com a capacidade de convocar e participar ativamente em mesas de trabalho e audiências com autoridades do Ministério de Saúde Pública e Bem-Estar Social, do Instituto de Previsão Social, grêmios médicos e de enfermagem, representantes de pacientes, sociedades científicas e demais atores do setor público e privado vinculados à gestão da saúde.
A mesa especial de crise também poderá solicitar informes às autoridades competentes e realizar inspeções nos centros assistenciais que considere necessários. Esta medida se gera ante a próxima greve convocada pelo setor médico para 21 de setembro como protesto para lograr um reajuste salarial para mais de 10.000 trabalhadores, argumentando a perda do poder aquisitivo desde 2012.
O setor médico solicita um aumento direto de G. 3.000.000 por vínculo, pretendendo passar dos G. 5.000.000 atuais a G. 8.000.000 por cada contrato de 12 horas semanais. O Governo apresentou uma proposta integral que inclui uma estrutura salarial diferenciada com incrementos mensais de entre G. 400.000 até G. 3.000.000, proposta que foi rejeitada pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) mediante uma assembleia extraordinária.
Não obstante, aceitaram-se as propostas de desprecarização para 2.490 médicos e o aumento de USD 260 milhões para medicamentos e insumos. "Esta é uma mesa de trabalho e diálogo, paralelamente ao que está fazendo o Executivo, porque temos que encontrar uma solução e sentando-nos entre todos os colegas podemos fazer já que o Orçamento Geral da Nação para 2027 se definirá aqui no Senado e podemos ajudar. Eu confio que se poderá reivindicar aos colegas médicos e outros personais de saúde para chegar a bom ponto. Isto nos preocupa", expressou Núñez.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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