Segundo a CPC, Paraguai projeta crescimento de até 50% nos EUA com nova janela para carne
Abertura temporária de 300 mil toneladas representa oportunidade significativa para exportadores sem cota individual
A nova janela de importação habilitada pelos Estados Unidos poderia representar um salto significativo para as exportações paraguaias de carne bovina e aprofundar o posicionamento alcançado pelo produto nacional desde a abertura desse mercado.
Da Câmara Paraguaia de Carnes (CPC) consideram que o Paraguai tem condições para se tornar um fornecedor de maior importância no mercado estadunidense.
Daniel Burt, gerente geral da CPC, sinalizou que o setor recebeu de maneira muito positiva a ampliação temporária de 300 mil toneladas, principalmente porque é dirigida a países que não contam com uma cota individual própria, grupo no qual se encontra o Paraguai.
Estados Unidos está com uma crise de carne e o Paraguai é um dos principais países que pode se tornar um fornecedor mais importante para esse mercado, manifestou Burt em entrevista com La Nación. Inclusive sinalizou que existe expectativa de que carregamentos paraguaios atualmente em trânsito possam ingressar beneficiados pelas novas condições comerciais.
Para a CPC, a medida ajuda a corrigir temporariamente uma das principais desvantagens comerciais que o Paraguai enfrenta frente a outros exportadores. O país não dispõe atualmente de uma cota própria nos Estados Unidos, de modo que boa parte de suas exportações ingresa pagando a tarifa correspondente.
Burt reconheceu que historicamente o Brasil tem sido o principal usuário da cota destinada a terceiros países, mas assegurou que qualquer melhora comercial adicional representa uma oportunidade importante para o Paraguai.
O mercado estadunidense já adquiriu um peso relevante para o negócio paraguaio em um período relativamente curto. Segundo o executivo da CPC, em apenas dois anos desde a abertura, os Estados Unidos passaram a representar entre 10% e 15% das exportações paraguaias de carne bovina.
Burt afirmou que esse processo foi determinante para avançar na diversificação de destinos e melhorar a capacidade negociadora da indústria frente a outros compradores internacionais.
Até julho, o Paraguai havia enviado aproximadamente 30 mil toneladas de carne bovina aos Estados Unidos e a projeção inicial da indústria era encerrar 2026 com aproximadamente 60 mil toneladas sob as condições comerciais habituais. Frente à nova janela, Burt apresentou uma primeira referência sobre o potencial adicional:
Com que isso possa aumentar em 50%, já seria determinante para o ano da carne paraguaia.
O desafio estará agora em transformar a oportunidade tarifária em negócios efetivos. O sistema funcionará sob o critério de que os primeiros carregamentos que ingressarem utilizarão o volume disponível até completar cada tramo. Por isso, a CPC prevê iniciar conversas com importadores para negociar preços, quantidades e condições que permitam aproveitar o benefício durante setembro, outubro e novembro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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