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Economia

Fernando Ortiz: "O mercado está firme e ainda há margem para que a reposição continue se valorizando"

28/08/2026 04:15 3 min lectura 14 visualizações

O mercado de haciendas para o campo atravessa um cenário de firmeza, com compradores ativos, uma oferta que em algumas categorias aparece mais limitada e expectativas favoráveis de cara à chegada da primavera. Para Fernando Ortiz, diretor de Sola Marca, a combinação entre melhores condições climáticas, bons valores do gado gordo e uma demanda internacional sustentada pela carne paraguaia gera fundamentos para que o negócio da reposição continue mostrando dinamismo nos próximos meses.

Ortiz apontou que a praça está ativa e que o comportamento recente confirma o interesse dos compradores por distintas categorias. Como referência, mencionou a feira de invernada realizada esta terça-feira por Sola Marca, onde foram ofertadas mais de 830 cabeças e se concretizou 100% das vendas, com participação de distintos compradores e vários lotes que registraram uma importante disputa de preços.

"O comércio, a praça está movimentada", afirmou. A seu entender, um dos fatores que está fortalecendo a confiança é a saída de um inverno que praticamente não apresentou grandes dificuldades, acompanhado além disso por bons níveis de umidade e precipitações importantes durante agosto. Esse cenário gera melhores perspectivas para a chegada da primavera e do verão, período em que tradicionalmente começam a acelerar-se os negócios de reposição.

Dentro das categorias mais demandadas aparecem novamente os bezerros desmamados, particularmente os animais do carimbo do ano. Porém, Ortiz destacou que atualmente o interesse não se concentra exclusivamente nos machos, mas que existe movimento em praticamente todas as categorias, incluindo fêmeas destinadas à invernada e alguns remanentes de gerações anteriores.

De cara aos próximos meses, o diretor de Sola Marca considerou provável uma nova pressão altista sobre os valores da reposição. Explicou que o mercado normalmente apresenta curvas vinculadas às estações climáticas, com certa moderação durante o inverno e uma recuperação a partir da primavera e da chegada de chuvas mais generalizadas.

"É normal que se espere nos próximos meses, a partir da chegada da primavera ou das primeiras chuvas importantes em todo o país, que o preço vá esquentando um pouco", manifestou. Não obstante, esclareceu que a evolução também estará diretamente relacionada com a pressão que possa exercer a indústria frigorífica sobre os preços do gado terminado.

Ortiz lembrou que o Paraguai está atravessando atualmente valores em dólares historicamente elevados para o gado gordo, embora com uma cotação da moeda estadunidense menos favorável que a registrada no ano passado. Mesmo assim, considerou que as referências atuais continuam sendo interessantes e que ainda existe espaço para uma maior valorização. "Acredito que ainda estão com margem para continuar subindo, com uma..."

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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