Novillo Mercosur estável: Uruguai com o valor mais alto e Paraguai mostra mudança de tendência
O valor médio do gado para abate no Mercosul manteve-se estável durante a última semana, embora com comportamentos diferentes entre os principais países da região. O Índice Faxcarne do Novillo Mercosul fechou em US$ 4,87 por quilo de carcaça, sem mudanças frente à semana anterior e ainda 2,1% acima dos níveis registrados no final de julho.
Uruguai continua apresentando a referência mais elevada dentro do bloco. O novillo especial de exportação alcançou os US$ 6,08 por quilo de carcaça, frente a US$ 6,00 da semana anterior e US$ 5,80 registrados no final de julho. Isto representa uma recuperação mensal próxima a 4,8%, em um cenário onde a oferta de gado continua sendo limitada e sustenta a firmeza dos valores.
Na Argentina, por sua vez, a evolução cambial voltou a pressionar sobre as referências expressas em dólares. O novillo de exportação se posicionou em US$ 5,71 por quilo de carcaça, sete centavos abaixo da semana anterior, embora ainda ligeiramente acima dos US$ 5,68 registrados no final de julho. A referência contempla o imposto de 5% aplicado às exportações de carne de novillo.
Para o gado destinado ao consumo interno argentino, o valor se posicionou em US$ 5,20 por quilo, frente a US$ 5,33 da semana passada e US$ 5,30 de um mês atrás, acumulando uma correção mensal próxima a 1,9%.
No Paraguai, o cenário começou a se modificar depois de várias semanas de marcada firmeza. Embora a referência semanal ainda reflita valores próximos a US$ 5,30 por quilo de carcaça e mantenha uma importante valorização frente ao final de julho, o mercado deixou para trás a tendência claramente altista que predominou durante boa parte de agosto.
Nos últimos dias, as indústrias frigoríficas começaram a completar seus calendários para o que resta do mês e a reduzir a pressão de compra de cara a setembro. As novas propostas se posicionam ao redor de US$ 5,20 por quilo de carcaça para machos e vaquillas e US$ 5,00 para vacas, marcando um ajuste inicial de entre 5 e 10 centavos de dólar frente às referências que dominaram anteriormente.
A expectativa industrial é que a pressão sobre os preços possa continuar durante setembro, considerando que várias plantas têm previstas interrupções temporárias de atividade e uma menor intensidade de abate. Em consequência, o mercado paraguaio começa a transitar desde um cenário de elevada competência pela hacienda rumo a outro de menor necessidade de compra e maior cautela na formação de valores.
Brasil: a média se sustenta em US$ 4,29 e aparecem diferenças entre estados
No Brasil, as baixas registradas nas cotações do boi gordo expressadas em reais foram compensadas pela valorização da moeda brasileira frente ao dólar. Como resultado, a média dos principais estados exportadores avançou minimamente desde US$ 4,28 a US$ 4,29 por quilo de carcaça.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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