"Se não querem tirar dinheiro de Cartes, pois tirem de outro lugar", desafia Yolanda
A senadora de Cruzada Nacional Yolanda Paredes se referiu à proposta de elevar o imposto ao cigarro, apresentada por Blanca Ovelar, e apontou que o objetivo é contar com maiores recursos para atender as necessidades do setor. "Há que se buscar uma alternativa para ter mais ingressos nos cofres públicos porque, como bem eles dizem, 'não há dinheiro'. Pois bem, geremos dinheiro, isso deve ser a consigna", afirmou.
A legisladora sustentou que os recursos do imposto deveriam ser destinados principalmente à saúde pública. "Este é um projeto que vai destinado justamente a arrecadar mais para saúde pública e, por suposto, para o pessoal de branco", manifestou.
Nesse sentido, respondeu à postura do senador Natalicio Chase, que rejeitou a proposta sob o argumento de que seria "desvestir um santo para vestir a outro".
"E qual é o santo que eles querem vestir? A empresa de Cartes não pode estar sempre acima das necessidades da população", questionou a legisladora de Cruzada Nacional. "Aqui falta vontade política, e se não querem tirar dinheiro de Cartes, pois tirem de outro lugar. É assim de simples", desafiou.
A senadora acusou o oficialismo de priorizar os interesses empresariais acima das necessidades do sistema sanitário. "Sabemos que precisamos de mais dinheiro, não pode ser que eles continuem protegendo aos empresários amigos em detrimento do pessoal de saúde, da atenção médica, da compra de medicamentos", afirmou.
Paredes insistiu em que, se o argumento é a falta de recursos, o Governo deve buscar outras fontes de financiamento. "Não querem tirar dinheiro da tabacalera de Cartes? Pois bem, que procurem dinheiro onde seja, mas que se não têm, que inventem. Não podemos continuar assim, o pessoal de saúde deve ter um aumento salarial em quanto ao que significa dignidade, e então, por suposto, uma das propostas válidas é buscar aumentar impostos, mas em temas específicos, e tampouco não nos esqueçamos do tema do álcool", manifestou.
Nesse contexto, considerou que o imposto seletivo ao consumo (ISC) deveria ser modificado para evitar que o aumento recaia sobre outros setores. "Eu acho que devemos ir pensando em impostos que não só incluam tabaco e álcool", indicou.
Yolanda afirmou também que os interesses do ex-presidente Horacio Cartes tiveram uma forte influência nas decisões do país. "Os interesses de Horacio Cartes têm primado neste país há muito tempo e quando se fala de imposto a cigarros se escandalizaram", manifestou. Também questionou o presidente Santiago Peña ante o argumento de que não existem recursos suficientes para atender as demandas do setor saúde.
Ante a desculpa do Governo sobre a falta de recursos, disse que é uma desculpa muito barata.
Yolanda também fez referência à situação patrimonial do mandatário e lançou uma crítica direta: "Santiago Peña é o menos indicado para falar que falta dinheiro, sendo que seus interesses pessoais subiram mas pelo céu", despotricou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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