Senador cartista expressa posição contrária a aumento tributário no tabaco
Derlis Maidana argumenta que o Estado deve priorizar uso eficiente de recursos antes de criar novas cargas
Posição do legislador sobre nova carga tributária
O senador cartista Derlis Maidana expressou sua posição contrária em relação a um eventual aumento do imposto sobre o tabaco. Sustentou que o Estado deve priorizar o uso eficiente dos recursos que já arrecada antes de estabelecer novas cargas tributárias.
Estrutura tributária atual de produtos tabacaleros
Maidana indicou que atualmente estes produtos estão gravados com uma alíquota de 22% do imposto seletivo ao consumo (ISC), além do IVA de 10% e do imposto sobre a renda empresarial (IRE), também com uma alíquota de 10%. A isto se soma o imposto sobre dividendos e lucros (IDU) quando as empresas distribuem seus ganhos.
Destino de recursos arrecadados
O legislador apontou além disso que uma parte importante dos recursos arrecadados por meio do ISC já está destinada por lei à prevenção e atendimento de doenças, ao tratamento integral de pessoas com câncer e ao Fundo Nacional de Recursos Solidários para a Saúde (Fonaress).
"Considero que, antes de criar novas cargas ou elevar as existentes, corresponde garantir a correta administração e utilização dos recursos que já se arrecadam", sustentou o legislador.
Proposta de abordagem integral
Nesse sentido, Maidana colocou a necessidade de fortalecer as políticas de prevenção e os controles contra o contrabando e o comércio ilícito de produtos de tabaco. A seu critério, a proteção da saúde pública requer uma abordagem mais ampla que o aumento da pressão tributária.
"A proteção da saúde pública exige políticas integrais, não simplesmente a criação ou o aumento de impostos", afirmou. Desta forma, Maidana adiantou que não acompanhará uma eventual proposta para incrementar o imposto sobre o tabaco.
Propostas legislativas em discussão
Em meio à greve de médicos que aponta para melhores condições de trabalho e insumos para os hospitais, surgiram duas propostas para aumentar o imposto sobre o tabaco e destinar os recursos ao sistema de saúde.
A senadora Blanca Ovelar colocou que o imposto seja equivalente a 2% do salário mínimo vigente, o que, segundo o cálculo atual, representam G. 2.000 adicionais por cada maço de cigarrillos.
Por sua parte, o deputado Adrián Billy Vaesken impulsiona uma iniciativa que propõe incrementar 10% o imposto seletivo ao consumo (ISC) aplicado aos produtos derivados do tabaco e estabelece que os recursos gerados sejam destinados obrigatoriamente ao Ministério de Saúde Pública.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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