Governo e senadores não chegam a acordo e médicos mantêm greve: "Não houve propostas"
Após três horas de reunião, Sinamed reafirma que continuará a mobilização sem nenhuma proposta oficial sobre a mesa
Três horas de reunião sem contraproposta nem solução: nem os senadores nem os representantes do Poder Executivo conseguiram convencer os médicos no quarto dia da Greve Nacional de Médicos.
A doutora Rosanna González, secretária geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), destacou perante os meios de comunicação que reiteraram os quatro motivos da mobilização nacional.
Embora tenham sido amplamente ouvidos, não se chegou a nenhuma solução para desbloquear a manifestação.
"Esclarecemos que não houve nenhum planteamento oficial para desbloquear esta Greve Nacional de Médicos. Permanece em pé, continuamos com a greve sem nenhum tipo de planteamento".
Quando questionada sobre quanto tempo durará a medida de força, González respondeu: "Nós encerramos a greve amanhã (sexta-feira), mas posteriormente temos que nos reunir todos os membros do Sindicato Nacional de Médicos, que hoje somos 5.000, e também o comitê de greve. Somos um total de 11.000 médicos e ali definiremos as medidas que tomaremos", indicou.
González explicou que a carreira é o escalafão médico em que se deve promoverse, o qual "hoje não está em discussão".
"Qual é o ponto central desta crise? Nós queremos um salário mínimo médico. Voltar ao poder aquisitivo que tínhamos em 2012. Ganhar 2,8 salários mínimos. E hoje não está em discussão uma carreira. Vamos fazer isso, mas posteriormente à correção do piso salarial do médico", enfatizou.
Detalhou novamente que são 9.000 médicos contratados e ressaltou que seus pedidos se baseiam na lei, ao exigir a nomeação dos médicos com quatro anos de antiguidade.
Sobre o pagamento duplo por feriado trabalhado, segundo González, as autoridades lhes indicaram que devem analisar no nível jurídico e buscar o financiamento.
"Mas desconhecem o direito do trabalhador. O Ministério do Trabalho o tempo todo está pedindo que se denuncie no setor privado. Se um trabalhador está em 25 de dezembro, Sexta-feira Santa, em um local de trabalho, o pagamento é duplo, mas para nós isso foi negado", questionou.
González rejeitou que as discussões se levem pelo lado de "ceder ou não ceder" ante as diferentes propostas que lançam os senadores, entre elas a de elevar o imposto sobre o tabaco.
"Não podemos fazer isso como líderes do sindicato porque primeiro não é oficial. Elevar ao Senado e eles ao Executivo. Posteriormente, tem que fazer um planteamento oficial por escrito e isso devemos levar à assembleia", assinalou.
Finalmente, González esclareceu que a ideia de ir ao Rally do Paraguai já estava prevista no cronograma da greve, já que as mobilizações se realizaram em diferentes cidades do país, como Ciudad del Este, Caaguazú, Encarnación, entre outras.
"O que vamos fazer, e por cronograma, é nos irmos hoje para nos unirmos com os colegas. Uma parte dos médicos vamos nos ir e amanhã temos um ato oficial com os..."
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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