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Economia

Salário pode ser reajustado acima do IPC, diz relatório

MTESS apresenta argumentos legais que permitem ao Poder Executivo fixar reajuste superior à variação do índice de preços

17/06/2026 14:00 3 min lectura 0 visualizações
Salario puede ajustarse por encima del IPC, dice informe

O Conselho Nacional de Salários Mínimos (Conasam) realiza hoje a última reunião com representantes dos trabalhadores e empregadores para definir o percentual de reajuste do salário mínimo.

Coincidentemente, o Ministério de Trabalho, Emprego e Seguridad Social (MTESS) elaborou um relatório técnico em que enumera os argumentos legais que habilitariam o Poder Executivo a fixar um reajuste do salário mínimo legal superior à variação interanual do índice de preços ao consumidor (IPC) para o ciclo 2026.

Segundo as considerações finais do documento, o critério técnico-jurídico do MTESS é claro: a referência ao IPC prevista no artigo 255 do Código do Trabalho deve ser entendida como uma base técnica inicial de análise, e não como um teto jurídico automático ou uma fórmula de aplicação obrigatória e idêntica.

"A norma dispõe que a consideração do reajuste deve ser realizada com base na variação interanual do IPC e seu impacto na economia nacional, mas não estabelece que o reajuste deva ser idêntico ao IPC Geral nem que dito indicador constitua um teto jurídico intransponível", aponta o relatório.

O MTESS sustenta que uma proposta de reajuste fundamentada no IPC oficial do Banco Central do Paraguai, em seu impacto sobre a economia nacional e nos demais fatores previstos pelo regime legal do salário mínimo (suficiência, custo de vida da família operária, nível geral de salários e condições econômicas) se mantém plenamente dentro do marco jurídico vigente.

Esta interpretação responde, segundo o Ministério, à finalidade protetora do salário vital, mínimo e móvel consagrada no Código do Trabalho.

O documento rejeita expressamente a leitura do setor empregador, que sustenta que o artigo 255 estabeleceria uma regra fechada, automática e exclusivamente limitada ao IPC Geral. Para o MTESS, essa interpretação não decorre do texto legal nem do regime integral do salário mínimo.

Com essas conclusões, o relatório técnico do MTESS contribui com elementos jurídicos ao debate que se desenvolve no Conselho Nacional de Salários Mínimos (Conasam) em vista da definição do novo salário mínimo.

O texto foi elaborado por Alejandra Garcete, diretora geral de Seguridad Social (DGSS), e Danilo Sanabria, diretor geral de Assessoria Jurídica (DGAJ). Seu objetivo central é precisar o alcance jurídico do artigo 255 e o papel técnico-tripartido do Conasam, sem se pronunciar sobre o percentual específico solicitado pelos trabalhadores.

Esta posição abre a porta a um debate técnico no Conasam, onde representantes do Estado, trabalhadores e empregadores deverão construir uma proposta fundamentada para elevar ao Poder Executivo.

Dizem que Peña dará bom aumento

O vice-presidente primeiro da Câmara de Deputados, Hugo Meza, anunciou ontem que o presidente da República, Santiago Peña, fixará o novo reajuste do salário mínimo, aproximando-se mais à demanda dos trabalhadores. Argumentou que Peña não está de acordo com os cálculos que vêm sendo realizados desde o Conasam. Embora não tenha desejado mencionar o montante do reajuste, respondeu que se aproximará à demanda do setor operário, que pede o aumento em 20% (G. 647.021) com a possibilidade de aplicação em duas parcelas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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