Salário mínimo: Propõem ajuste sem IPC e semestral
O Consejo Nacional de Salarios Mínimos (Conasam) deve se reunir esta semana para estabelecer o aumento anual do salário mínimo legal vigente (SMLV), gerando debates a favor e contra a fórmula para determinar o reajuste. No meio disso, os empresários pedem respeitar a fórmula do índice de preços ao consumidor (IPC) e os grêmios reivindicam um aumento de 25%, que se estabeleça mediante um acordo tripartite.
Diante deste cenário, o advogado trabalhista Raúl Mongelós propõe que os ajustes salariais se realizem a cada seis meses e que a fórmula inclua vários fatores, como o PIB per capita, produtividade por setor, variação de preços da cesta básica real do trabalhador, a possibilidade de subsídio a alimentos básicos dessa mesma cesta, etc. Considerou que a mudança de fórmula e a periodicidade protegeriam o poder aquisitivo.
"Quanto à periodicidade dos reajustes, sua dependência da variação do IPC introduz certo grau de incerteza e potencializa as expectativas inflacionárias", assinalou. As centrais operárias também concordam que a regra do IPC incide numa perda do poder aquisitivo, pelo que pedem novas fórmulas para o aumento.
O sistema de salários mínimos do país se distingue do Cone Sul por três características: a fixação de um único salário mínimo de aplicação geral, os ajustes anuais sujeitos à variação do IPC e que o salário mínimo constitui um piso salarial, que é mais bem um teto da estrutura salarial para as distintas ocupações, analisou o advogado trabalhista.
O reajuste do SMLV, para Raúl Mongelós, não é finalmente o resultado da negociação das partes envolvidas, mas de uma decisão administrativa. Além disso, propôs criar um instituto do salário mínimo, proposta na qual coincide com Bernardo Rojas, da CUT-A, a qual se propõe diante das debilidades do Conasam.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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