Sinamed mantém greve nacional e busca acordos em nova tripartite
Ratificação da medida de força
Os profissionais do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) ratificaram que a greve nacional prevista de 24 a 28 de agosto segue em pé após participarem de uma reunião tripartite no Ministério do Trabalho, que contou com a participação do Ministério da Saúde Pública. A ausência do Ministério da Economia e Finanças (MEF) foi apontada como um fator relevante, e a reunião concluiu sem chegar a acordos específicos a respeito do reajuste salarial.
Principais demandas do sindicato
A presidenta do Sinamed, Rosanna González, expressou que entre os principais reclamos se encontra a contratação de mais médicos para reforçar os hospitais, a provisão de insumos básicos para o atendimento de urgências, o reajuste salarial e a nomeação de profissionais atualmente sob contratos temporários. Apontou que dos 11.000 médicos do Ministério da Saúde, aproximadamente 9.000 continuam sob vínculos laborais temporários, enquanto a contraproposta do Governo é nomear 2.000 profissionais.
Questão salarial
Com respeito ao tema salarial, González precisou que o sindicato não solicita um aumento, mas a recuperação do poder aquisitivo que possuíam os médicos em 2012. O reajuste solicitado corresponde a 3.000.000 de guaranis por cada médico do setor público, o que representa um incremento de 74%. Além disso, o sindicato insistiu em que os profissionais recebam o pagamento dobrado por trabalhar em dias feriados, conforme à legislação vigente, solicitação que foi rejeitada.
Os médicos apresentaram propostas sobre de onde obter o orçamento para as reivindicações sem prejudicar outros setores, mas lamentaram a ausência do MEF na reunião.
Próximas ações
Será convocada uma nova tripartite para o próximo sexta-feira 14 de agosto. Paralelamente, os médicos se reunirão em assembleia na sexta-feira 7 de agosto para avaliar os desenvolvimentos das negociações. González anunciou ainda uma turnê por todo o país para fortalecer a medida de força.
Posição do Ministério da Saúde
A ministra da Saúde, Teresa Barán, apontou que a resposta ao pedido salarial depende do Ministério da Economia. Destacou que o Governo já implementou medidas em benefício do setor médico, mencionando a redução da carga horária dos vínculos laborais. Indicou que é necessário buscar mecanismos apropriados para atender as demandas, reconhecendo que todos os setores do sistema de saúde requerem atenção.
"Temos que estabelecer uma mesa de trabalho, temos que ser honestos e sinceros se temos o orçamento", expressou Barán.
A ministra enfatizou que qualquer reajuste dependerá da disponibilidade orçamentária do Estado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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