Salário mínimo: há projeto de lei, mas sem parecer
O projeto de lei "Que modifica vários artigos da Lei 213/93 Código do Trabalho sobre o salário mínimo e reestrutura Conasam", que estipula uma nova fórmula para o reajuste anual, figura no ponto 3 da pauta da sessão extraordinária da Câmara de Senadores, mas poderia "adiar-se" seu estudo devido a que ainda não se conta com parecer das comissões.
O projeto de lei – que é uma unificação de duas propostas, das senadoras Yolanda Paredes e Esperanza Martínez – foi debatido ontem pelas comissões de Legislação e de Indústria e Comércio.
Apesar do diálogo com empresários, operários e representantes do Governo que emitiram seus posicionamentos sobre a proposta legislativa, não se emitiu ainda um parecer, pelo que se estima que a análise continuará nas comissões do Senado.
"Vamos ver se conseguimos emitir parecer em uns 15 a 22 dias", disse o senador Derlis Maidana, presidente da Comissão de Legislação. Considerou que é "impossível que haja consenso" sobre a nova fórmula para o aumento devido aos extremos dos posicionamentos do setor trabalhador e empresarial.
Por sua parte, a senadora Yolanda Paredes apontou que há muita resistência por parte do cartismo para apoiar o projeto de lei. Insistiu em que é necessário agregar à fórmula o índice de cesta básica do trabalhador e outras variáveis para melhorar o montante do aumento do salário mínimo. Durante o debate, Enrique Vidal, representante da patronal, coincidiu com as posturas institucionais e apontou a necessidade de revisar certos aspectos da proposta. Por outro lado, Bernardo Rojas, porta-voz dos trabalhadores, sustentou que é urgente atualizar o salário mínimo vigente, para depois avançar no debate sobre eventuais processos de reestruturação.
A negociação não avança no Conselho Nacional de Salários Mínimos (Conasam). O setor empresarial pede manter o aumento levando em conta os dados da inflação, enquanto os trabalhadores mantêm sua postura do aumento de 20%, que é um montante de G. 647.021.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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