Rocío Vallejo diz que procurador interino exerce de forma inconstitucional
A deputada patriaqueridista Rocío Vallejo mencionou que continua recebendo denúncias e informações sobre como funciona o esquema na Procuradoria Geral da República (PGR) para cobrar montantes excessivos em conceito de honorários profissionais, mas primeiramente se referiu ao problema principal que a preocupa e do qual derivam as demais irregularidades.
"O procurador atualmente está de forma ilegal e inconstitucional e isso é gravíssimo porque ele está intervindo nos processos que o Estado possui e não há uma norma que o habilite; a norma que eles mencionam não corresponde", afirmou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.
Desta maneira criticou que o procurador Rubén Elidio Gaona esteja interinando há oito meses o cargo, após ser designado por Marco Aurelio González antes de sair da instituição.
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Mencionou que a Lei 7278/24 estabelece que se pode designar encarregado de despacho em casos de vacância não definitiva, férias, ausência ou doença e que, portanto, não corresponde no caso mencionado, levando em conta que a ausência de González é definitiva, já que deixou o cargo para assumir como membro da Diretoria do Banco Central do Paraguai (BCP).
Em seu critério tampouco se aplica a Lei 6837 Orgânica da Procuradoria, porque em nenhum artigo estabelece que é o procurador saliente quem deve designar quem o substituirá.
O caso específico que mencionou a deputada Vallejo envolve o Serviço Nacional de Saneamento Ambiental (Senasa) por mais de G. 4.500 milhões. A instituição havia contratado trabalhos de fiscalização a Neighpart SA e Icap Consultores e Engenheiros SA, mas diante do incumprimento, rescindiu-se o contrato e recorreu-se à apólice de seguros, onde a Seguradora Tajy operou como garantidora.
A apólice de seguro do Senasa tinha vigência até 31 de dezembro de 2025 e a demanda foi apresentada apenas um dia antes através da Procuradoria. Mas a irregularidade principal é que a demanda era realizada pelo montante máximo, ou seja, pelos G. 4.500 milhões, quando o sinistro, isto é o dano por incumprimento, representava apenas G. 520 milhões.
"Os prejudicados em geral me falam de um sistema de aperto", disse a legisladora, que ainda aguarda documentos da PGR e do Ministério da Saúde, como administrador do Senasa.
Embora o Estado tenha recebido da seguradora os G. 520 milhões, o cálculo para cobrar os honorários era realizado pelo montante máximo, fazendo com que os advogados da Procuradoria levassem um saque, um esquema similar ao do Instituto de Previsão Social (IPS) quando José González se desempenhava como diretor jurídico.
"Há demasiadas situações que fazem suspeitar que é um esquema para cobrar honorários muito acima do que devem pagarse", comentou Vallejo.
Coincidentemente é o irmão de Marco Aurelio González, quem designou seu sucessor antes de ir ao BCP.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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