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Internacional

Rebanho bovino do Uruguai caiu para 11,58 milhões de cabeças, com forte queda de novilhos

30/04/2026 12:45 3 min lectura 114 visualizações
Stock vacuno de Uruguay cayó a 11,58 millones de cabezas, con fuerte baja de novillos

O rebanho bovino do Uruguai fechou 2025 com pouco mais de 11,58 milhões de cabeças, o que representa uma queda geral de 1,2% em relação ao ano anterior, segundo os dados do Sistema Nacional de Informação Pecuária (SNIG). Além da baixa global, o dado central está em como ficou constituído o rebanho: menos novilhos, maior peso da criação e uma estrutura que volta a marcar sinais sobre a disponibilidade futura de gado para abate.

A categoria que mostrou o ajuste mais forte foi a de novilhos, com uma queda de 16% no ano. O rebanho ficou em algo mais de 2,13 milhões de cabeças, equivalente a 18,6% do rebanho total. A baixa se deu em todas as idades e confirma uma menor presença de animais machos em processo de terminação, um dado sensível para a indústria frigorífica e para a projeção de oferta de carne.

Em contrapartida, as vacas de cria entouradas seguem sendo a principal categoria dentro do rebanho uruguaio. Totalizaram mais de 4,38 milhões de cabeças e representam cerca de 38% do rebanho nacional. Este dado mostra que, apesar da baixa geral do rebanho, a base de ventres mantém um peso determinante na pecuária uruguaia.

Os bezerros e bezerras também ocupam um lugar relevante na composição do rebanho. Com mais de 3,07 milhões de cabeças, representam 26,5% do total, refletindo uma boa base de reposição e um sinal positivo para frente, embora ainda com o desafio de transformar essa geração de bezerros em mais novilhos disponíveis para abate.

As novilhas, por sua vez, somaram cerca de 1,62 milhão de cabeças, com uma participação próxima de 14% do rebanho. Esta categoria mantém um papel-chave como reserva de reposição e futura incorporação ao sistema de criação.

Desta forma, o rebanho bovino uruguaio ficou conformado principalmente por vacas de cria, bezerros e bezerras, novilhos e novilhas. A leitura de fundo é clara: o país mantém uma forte base criadora, mas com menor disponibilidade de novilhos, o que pode condicionar a oferta de gado terminado nos próximos ciclos.

A queda geral de 1,2% não parece significativa em volume total, mas a composição interna do rebanho sim deixa sinais relevantes para o mercado. Menos novilhos implicam menor pressão de oferta imediata para a indústria, enquanto o peso dos bezerros marca uma expectativa de recomposição futura se as condições produtivas e comerciais acompanharem.

Definitivamente, o Uruguai fechou 2025 com um rebanho algo menor, mas sobretudo com uma estrutura mais orientada à criação que à terminação, um dado que será chave para interpretar a disponibilidade de gado, o abate e a produção de carne nos próximos anos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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