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Economia

Reajuste do salário mínimo impactará mais nas micro e pequenas empresas

27/07/2026 13:45 3 min lectura 17 visualizações

O reajuste do salário mínimo legal (SML) de 5% (G. 144.952), cifra determinada acima da inflação pelo Executivo, entra em vigência desde julho, e as que sofrerão maior impacto econômico são as microempresas, advertiram porta-vozes do setor. A partir deste mês, passa a vigorar o novo piso salarial de G. 3.044.000 e as micro, pequenas e médias empresas deverão ajustar os custos e despesas para cumprir com o pagamento aos trabalhadores.

O presidente da Federação Paraguaia de Micro, Pequenas e Médias Empresas (Fedemipymes), Luis Tavella, disse que embora ainda não se possa fazer uma avaliação a 100%, assegurou que o maior impacto será para as microempresas.

"O tema do aumento do salário sempre vai impactar, sobretudo mais nas empresas pequenas. Aí é onde mais impacta porque são empresas que têm muito baixa produtividade, têm pouca competitividade e as margens são pequenas porque têm produções pequenas e a maioria tem problemas de competitividade, de formalidade, de acesso a crédito", disse.

Acrescentou que não só aumenta o salário, como também aumentam os valores para o pagamento da contribuição ao Instituto de Previsão Social (IPS) em uma época marcada pela escassa venda nas micro, pequenas e médias empresas e por um seguro com muitas deficiências.

Por outro lado, o presidente da Federação da Produção, da Indústria e do Comércio (Feprinco), Enrique Duarte, disse que as empresas farão um "importante esforço para cumprir com o reajuste", mas que as micro, pequenas e médias empresas são as que sentirão com maior intensidade este tipo de aumentos. "Porque operam com margens muito ajustadas e em um contexto onde ainda persistem desafios vinculados ao custo do financiamento, à pressão tributária e à concorrência da informalidade", analisou.

O titular da Feprinco acrescentou que o reajuste também incide sobre as contribuições sociais, benefícios trabalhistas e outros custos vinculados à estrutura salarial. "Isto representa um aumento importante nos custos operacionais, especialmente para os setores intensivos em mão de obra e para as pequenas e médias empresas, que constituem a maior parte do tecido empresarial paraguaio", disse.

Carla Bacigalupo, vice-presidente da Associação de Micro, Pequenas e Médias Empresas do Paraguai (Asomipymes), também concordou que o reajuste do salário mínimo impactará não só nos custos para a produção das pequenas empresas, mas também no aumento de preços na cesta básica e no bolso do trabalhador.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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