Subsídio ao transporte cresceu 32% e ultrapassa USD 36 milhões
De acordo com os últimos dados do Ministério da Economia e Finanças (MEF), as transferências para cobrir o subsídio ao transporte público continuam se expandindo, apesar dos reclamos por atrasos nas reguladas, escassez de ônibus e o deplorável serviço.
Entre janeiro e junho deste 2026, o subsídio ao transporte público absorveu um total de G. 220.068 milhões (USD 36,1 milhões à taxa de câmbio de G. 6.080) do Estado, o que representa um incremento interanual de G. 53.454 milhões ou de 32%, em comparação com os G. 166.614 milhões (USD 27,4 milhões) acumulados até junho de 2025.
Apenas no que se refere a junho passado, o montante destinado a este item totalizou G. 35.004 milhões, cerca de USD 5,7 milhões.
Apesar do péssimo serviço que a cidadania denuncia constantemente, especialmente com reguladas nas horas de pico, os transportistas ainda exigem uma cobrança maior, bem como reclamam um pagamento regular.
Nesse sentido, em meados de março passado, diante dos atrasos, ameaçaram com um aumento da passagem. Enquanto isso, após negociações, o Governo anunciou que realizaria o pagamento e assegurou que a tarifa se manteria.
Posteriormente, sindicatos de transportistas voltaram a se pronunciar e advertiram que o aumento do preço do combustível estava afetando seus custos operacionais. Como medida de força, realizaram uma paralisação de ônibus e solicitaram uma compensação extraordinária prevista no esquema de cálculo do subsídio. Após um acordo, levantaram a paralisação e se anunciou que o Estado absorveria os custos mediante compensações pelo semestre anterior, as quais rondavam cerca de USD 3,6 milhões.
O Governo explicou que a compensação representa uma variável de ajustes que foi introduzida na administração atual, com o que a cada seis meses se avaliam as variações de custos em combustíveis, peças de reposição, entre outros componentes. No caso de se determinar que corresponde uma compensação, se procede ao pagamento.
Para junho, o conflito se reativou novamente, devido ao fato de representantes do Centro de Empresários do Transporte de Passageiros da Área Metropolitana (Cetrapam) denunciarem que o Estado novamente estava descumprindo com o pagamento do subsídio correspondente a abril. O sindicato advertiu, inclusive, que a falta de previsibilidade financeira colocava em risco a operação do serviço.
Enquanto isso, esse cenário se apresenta mesmo diante da queda na quantidade de usuários. Justamente, as validações registradas mediante o sistema de bilhetagem eletrônica indicam que atualmente são 300.000 os passageiros, o que evidencia que em 14 anos 800.000 usuários deixaram de utilizar o transporte público.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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