Primeiro grupo de migrantes retorna voluntariamente aos seus países de origem desde o Paraguai
Um primeiro grupo de quatro migrantes retornou voluntariamente aos seus países de origem desde o Paraguai, em voos financiados pela Organização Internacional de Migrações (OIM), segundo informou Jorge Kronawetter em declarações radiais.
Os migrantes fazem parte do grupo de 16 pessoas que chegaram ao país na semana passada vindas de território americano, e são de nacionalidades boliviana, dominicana, equatoriana e salvadorenha.
Decisão voluntária de retorno
O funcionário explicou que estava programada a saída de cinco pessoas, mas um dos voos foi cancelado. "Hoje está saindo o seguinte", acrescentou Kronawetter, que destacou que estes migrantes "expressaram voluntariamente" seu desejo de deixar o Paraguai.
É importante assinalar que as pessoas tinham a opção de permanecer em território paraguaio se cumprissem com as normas migratórias vigentes no país.
Acordo de Terceiro País Seguro
No passado 23 de abril, o Paraguai anunciou oficialmente que atuará como terceiro país seguro para receber um máximo mensal de 25 migrantes não admitidos pelos Estados Unidos, que posteriormente poderão ser repatriados aos seus países de origem.
Carlos Vera, chefe da Comissão Nacional para Apátridas e Refugiados (Conare), explicou durante uma conferência de imprensa em Asunción que a OIM "acompanhará" todo o processo e financiará a "assistência humanitária imediata em áreas como alojamento, alimentação e atendimento médico de emergência" para todos os migrantes.
Marco legal do programa
Este programa se insere no Acordo de Terceiro País Seguro assinado entre Estados Unidos e Paraguai em agosto do ano passado, mediante o qual Washington pode remeter à nação sul-americana casos de pessoas que solicitem refúgio.
O Ministério de Relações Exteriores paraguaio explicou na ocasião que o Memorando de Entendimento entre a Conare e os Departamentos de Estado e de Segurança Nacional dos Estados Unidos fortalecerá "a cooperação na análise e tratamento de solicitações de proteção".
Segundo a Chancelaria paraguaia, o convênio "pretende ajudar no processo migratório da região facilitando a repatriação de migrantes aos seus respectivos países ou a um terceiro país que considerem".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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