Prieto e autoridades do PLRA limpam arestas e concordam em focar nas municipais antes da chapa
Líderes da oposição se unem e priorizam eleições de 2026 como base para 2028
No programa Políticamente Yncorrecto, transmitido pela Telefuturo, o presidenciável Miguel Prieto compartilhou a mesa com o titular do PLRA e o senador Eduardo Nakayama, também concorrendo à presidência. Defenderam trabalhar pela unidade, fortalecendo as chances dos opositores focando nas municipais. Prieto reivindicou o direito de fazer campanha, mas reconheceu que a oposição apresenta várias candidaturas. Falou sobre sua situação judicial e a pressão que o ANR exerce para supostamente tirá-lo da corrida.
Segundo o titular liberal, Alcides Riveros, o mais importante é trabalhar primeiro nas municipais e com base nela fortalecer-se para 2028.
"Para nós são fundamentais as municipais como base para 2028, porque não podemos nós hoje que temos 97 intendências na oposição que apareçamos no 4 de outubro às cinco da tarde com apenas 30 ou 40 intendências o qual seria catastrófico para a oposição paraguaia e por isso é importante que nós nos concentremos nessas municipais trabalhando com nossos candidatos".
Afirmou que é diferente uma eleição municipal porque implica conquistar o voto distrital e depende da gestão das autoridades locais. Não obstante, a estrutura municipal onde não estiver a oposição será usada contra ela, por isso chamou à unidade.
O senador Eduardo Nakayama concordou com Riveros em relação a dar a importância que merece primeiro às municipais para posteriormente dedicar-se plenamente à confecção do programa e da chapa opositora para 2028.
"Concordo com o presidente Riveros, de que 2026 é um exercício muscular demasiado importante para 2028, porque não podemos pretender ganhar a presidência se não tirarmos o melhor dos resultados.
Disse que um resultado ótimo como oposição seria que a unidade os levasse a alcançar 130 municípios, representados por cem municípios para os liberais e outros trinta conquistados em unidade com outras forças. Apontou que sejam as sedes mais importantes as que se comprometam a conquistar e que tampouco seria um mau resultado manter as atuais intendências.
O presidenciável Miguel Prieto, por sua vez, reconheceu que as municipais devem ser o primeiro ponto de partida da oposição para chegar unidos a 2028.
"Eu concordo com o presidente do PLRA de que devemos parar a bola e falar somente de 2026. Nisso estou de acordo, o que acontece é que os rapazes me perguntam o que vai acontecer em 2028 e eu me emociono e aí é quando se geram algumas crispações", sustentou.
Afirmou que na maioria dos distritos já selaram acordos com o PLRA para unificar candidaturas e apenas faltam detalhes para que um percentual mínimo de municípios onde ainda não consensuaram o façam nessa semana.
"Na grande quantidade de municípios conseguimos consensuar e eu tive uma reunião prévia com intendentes liberais e me pediram que não lance candidatos do Yo Creo onde há um intendente liberal e de 70 distritos conseguimos não lançar candidatos em 68 distritos à intendência e apenas vamos pela Junta Municipal", sustentou.
Ressaltou o fato de que nesse grande acordo tanto ele, convencendo candidatos do Yo Creo a declinar, assim como o titular do PLRA, conversando com candidatos de suas fileiras para consensuar candidatos, fizeram um trabalho mancomunado que está dando seus frutos.
Falta chegar a bom termo em Villa Elisa, atualmente sob controle do liberal Sergio Estigarribia. Ali provavelmente deverão medir-se por pesquisa. Também apresentam inconvenientes na cidade de Presidente Franco onde tanto Yo Creo quanto o PLRA chegariam por cordas separadas.
Porém, disse que pisando o terreno e mostrando-se a nível nacional cada "um por seu lado" ajuda as chances da oposição.
Reconheceu que na visita às comunidades, a pedido prévio dos dirigentes, "faço campanha e de passagem me faço com..."
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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