Presidente de El Salvador esclarece gestão de reservas de bitcoin ante acordo com FMI
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, esclareceu na sexta-feira passada que não transferiu todas as reservas de bitcoin do país a um operador privado no marco de um acordo creditício com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A questão do bitcoin tem sido um elemento significativo do acordo desde que Bukele subscreveu com o FMI uma linha de crédito por 1.400 milhões de dólares, que contempla vários desembolsos. No contexto dessas negociações, o governo removeu o bitcoin como moeda de curso legal em janeiro de 2025.
Na quinta-feira, em um novo avanço na matéria, o FMI anunciou um acordo preliminar para desbloquear aproximadamente 140 milhões de dólares em novos fundos, como parte de um programa de austeridade. A decisão ocorreu após o governo demonstrar que suas aquisições contínuas de bitcoins eram financiadas com doações privadas e não com recursos públicos.
O FMI informou que "a participação pública na carteira Chivo foi reduzida substancialmente e continuam os esforços para melhorar a transparência das tenências de bitcoin".
"A propriedade majoritária e o controle operativo foram transferidos a um operador privado, enquanto o governo manteve uma participação minoritária e a responsabilidade de custódia sobre os ativos dos clientes", apontou o organismo em um comunicado oficial.
Ao precisar a situação, Bukele indicou através de redes sociais que "o único que foi transferido foram as ações da Chivo (...) e NÃO a Reserva Estratégica de Bitcoin". A reserva totaliza 618 milhões de dólares.
O plano do FMI estabelece que El Salvador reduza o experimento com o bitcoin, que posicionou o país como referência na indústria de criptomoedas e lhe conferiu relevância nos mercados financeiros globais. "Daqui em diante, não está prevista uma acumulação adicional de bitcoin além das doações documentadas", destacou o FMI na quinta-feira.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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