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Saúde

Precariedade na saúde e baixos salários impulsionam médicos à greve nacional

Médicos paralisam atividades até 28 de julho reivindicando estabilidade laboral e melhores condições de trabalho

23/08/2026 13:45 2 min lectura 27 visualizações

Tudo pronto. A partir de amanhã e até 28 deste mês, muitos médicos não estarão em consultório. Estarão nas ruas reclamando uma cura para o sistema de saúde pública no marco da Greve Nacional de Médicos.

A doutora Rosanna González, do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), referiu-se aos reclamos pontuais que impulsionam a medida de força que inicia no dia 24.

Um dos pedidos tem a ver com a desprecarização. Dos 11 mil médicos do sistema de saúde pública, 9 mil são contratados.

A antigüidade média dos contratados é de 10 anos, detalhou a sindicalista.

"A lei diz que aos quatro anos teriam que tê-los nomeado já", explicou.

Esta situação gera uma incerteza para todos esses profissionais, além de não poderem acessar créditos para a moradia mesmo com sua antigüidade.

Os contratados tampouco têm acesso ao seguro de saúde que possuem os nomeados.

"Esse seguro é de G. 300 mil, que também não é muito", comentou González.

"Seguro social não temos tampoco. E nós não cobramos nenhuma bonificação, não cobramos extra, não cobramos por trabalhar feriados duplos, nem tampouco horários noturnos, nada".

O pagamento em dobro pelos feriados também é outro pedido que estarão voltando a realizar durante a greve e mobilização.

"Queremos contar com a quantidade suficiente de médicos por plantão, que os equipos médicos estejam completos, principalmente nos hospitais de referência", afirmou a doutora Rosanna González, do Sinamed.

A doutora Andrea González, do Hospital Distrital de Fram, também se referiu à situação crítica das instituições de saúde.

"Hoje o sistema de saúde pública não conta nem com a quantidade de especialistas nem a quantidade de insumos básicos que tem que ter um hospital".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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