Médicos realizarão greve nacional de 24 a 28 deste mês
Medida de força por melhorias na saúde pública
Medida de força por melhorias na saúde pública
A partir do dia 24 deste mês até o dia 28, muitos médicos do sistema de saúde pública não estarão em consultórios. Estarão participando da Greve Nacional de Médicos, na qual reivindicam melhorias nas condições laborais e do sistema de saúde.
A doutora Rosanna González, do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), explicou os reclamos pontuais que impulsionam esta medida de força.
Situação dos médicos contratados
Um dos principais pedidos diz respeito à desprecarização laboral. Dos 11 mil médicos do sistema de saúde pública, 9 mil são contratados. A antiguidade média destes profissionais é de 10 anos.
"A lei diz que aos quatro anos já deveriam tê-los nomeado", explicou a gremialista. Esta situação gera incerteza para os profissionais, além de impedir que acessem créditos para habitação, inclusive com sua extensa antiguidade.
Benefícios e coberturas ausentes
Os médicos contratados também não têm acesso ao seguro de saúde que possuem os profissionais nomeados. González comentou que "esse seguro é de G. 300.000, que também não é muito".
Além disso, os contratados não contam com seguro social. "Nós não recebemos nenhuma bonificação, não recebemos extras, não recebemos por trabalhar feriados em dobro, nem tampouco horários noturnos, nada", apontou.
Demandas adicionais
O pagamento dobrado por trabalhos em feriados é outro dos reclamos que será apresentado durante a greve e mobilização.
"Queremos contar com a quantidade suficiente de médicos por plantão, que os equipamentos médicos estejam completos, principalmente nos hospitais de referência". - Doutora Rosanna González, Sinamed
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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