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Economia

Por que os G. 20 bilhões do IPS investidos em bancos não conseguem cobrir as necessidades de saúde?

11/08/2026 19:45 3 min lectura 23 visualizações

Ao encerramento de junho, o portfólio global de investimentos do IPS alcançou G. 20,448 bilhões. A carteira é composta principalmente por investimentos financeiros e apresenta uma importante exposição ao sistema bancário: os instrumentos emitidos ou garantidos por bancos e entidades financeiras representam 65,81% do portfólio, equivalente a G. 13,457 bilhões. A normativa estabelece para este segmento um limite máximo de 55%.

O próprio IPS esclarece que dentro desse 65,81% também se incluem os saldos de Caixa e Equivalentes, considerados recursos transitórios que permanecem no sistema bancário até serem destinados a algum instrumento de investimento, além de títulos de entidades financeiras.

Mas que esses recursos estejam depositados em bancos não significa que estejam disponíveis para serem utilizados para qualquer finalidade. Uma parte importante está investida em instrumentos com prazos definidos e responde à lógica de preservação e rentabilidade dos recursos previdenciários. Uma arrecadação que se distribui entre fundos.

A própria estrutura de financiamento do Regime Geral do IPS estabelece desde a origem como se distribuem os recursos.

Nota relacionada: O IPS concentra nos bancos 65,8% de G. 20 bilhões em junho

Sobre a base imponível se aplica uma alíquota total de 23%, da qual 9% corresponde à contribuição do trabalhador e 14% à contribuição do empregador.

Do arrecadado, 12,5 pontos percentuais se destinam ao Fundo Comum de Aposentadorias e Pensões, 9 pontos ao Fundo de Doença e Maternidade e 1,5 pontos ao Fundo de Administração.

Expresso sobre o total arrecadado em conceito de contribuições sociais, a distribuição é de 54,3% para Aposentadorias e Pensões, 39,2% para Doença e Maternidade e 6,5% para Administração.

Isso significa que o dinheiro que ingressa ao IPS já tem uma alocação determinada. Portanto, o fato de o Instituto ter uma carteira de investimentos de G. 20 bilhões não implica que possa transferir livremente esses recursos ao Fundo de Saúde.

O portfólio mostra precisamente que se trata de recursos investidos e não de dinheiro disponível em uma conta corrente.
Ao encerramento de junho, o IPS tinha G. 7,758 bilhões em certificados de depósito de poupança (CDP) em guaranis, G. 4,558 bilhões em títulos, G. 3,425 bilhões em empréstimos a servidores, aposentados e pensionistas e G. 1,975 bilhões em investimentos imobiliários.

Além disso, a carteira mantém CDP em dólares por USD 126,99 milhões e títulos por outros USD 10,6 milhões.

A estratégia possui um horizonte marcadamente de longo prazo: 49,2% dos ativos têm vencimentos superiores a seis anos e 44,1% correspondem a investimentos de entre dois e seis anos. Apenas 6,5% aparecem como recursos à vista.

De fato, as disponibilidades em guaranis – os recursos mantidos em contas à vista – somavam G. 1,233 bilhões, uma fração muito inferior ao valor total do portfólio.

Os CDP constituem um dos principais componentes da carteira. Em moeda local, os G. 7,758 bilhões estão distribuídos entre 13 entidades.
Sudameris Bank concentra a maior posição, com G. 1,605 bilhões, seguido de Ueno Bank, com G. 1,577 bilhões; Banco Nacional de Fomento, com G. 1,1845 bilhões; Banco Continental, com G. 1,071 bilhões, e Zeta Banco, com G. 788 bilhões.

Essas cinco entidades concentram aproximadamente G. 6,23 bilhões, perto de 80% dos CDP em guaranis do IPS.

Em dólares, as principais posições correspondem a Ueno Bank, com USD 27,43 milhões; Zeta Banco, com USD 25,7 milhões; Banco Basa, com USD 22,9 milhões, e Banco Continental, com USD 18,73 milhões.

A carteira também tem G. 4,558 bilhões em títulos em guaranis. Entre os principais emissores...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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