Persistem diferenças na ANR sobre a presidência da Junta Municipal de Asunção
Negociações em curso
A designação da presidência da Junta Municipal de Asunção continua sendo tema de debate dentro da Associação Nacional Republicana (ANR). A reunião que mantiveram ontem os concejais colorados eleitos com o presidente da República, Santiago Peña, não logrou resolver as diferenças entre os setores enfrentados, apesar dos esforços da dirigência por unificar posições em torno de Gerardo Gringo Benítez.
Dos 15 concejais colorados eleitos, 11 apoiam a candidatura de Benítez, enquanto Miguel Sosa, Ceres Escobar, Sebastián Radice e Nasser Esgaib mantêm sua rejeição ao que consideram uma imposição dos principais referentes políticos do partido.
Desafio para a condução
O conflito representa um desafio para Peña, que intervém nas negociações para tentar ordenar a bancada colorada e evitar que as diferenças internas terminem facilitando que a oposição fique com a condução do órgão legislativo municipal.
Embora o setor que impulsiona Benítez conte com uma maioria dentro da bancada colorada, ainda deve resolver a resistência dos quatro concejais que reclamam um processo de negociação sem candidaturas definidas de antemão.
Questionamentos sobre o processo
A disputa ficou exposta durante a reunião realizada na casa de Camilo Pérez, ex-candidato colorado à Intendência de Asunción, à qual compareceram 11 dos 15 vereadores eleitos. As ausências de Sosa, Escobar, Radice e Esgaib evidenciaram que o conflito abrange mais que uma diferença de nomes e envolve questionamentos sobre a forma em que se tomam as decisões dentro do partido.
Ceres Escobar questionou a falta de um mecanismo imparcial para conduzir as negociações e sustentou que o processo deveria ter contado com uma figura capaz de garantir condições equitativas para todos os participantes.
"É necessário um mediador imparcial em todo processo de decisão. Teria sido bom que, fora da figura do presidente, houvesse mediadores com experiência e maturidade para levar adiante o processo. Não houve", manifestou Escobar.
Sustentou que o problema não radica unicamente em quem ocupará a presidência, mas também na maneira em que se tenta chegar a um acordo.
"Que o processo seja conduzido com um mediador parcial é o que não se aceita", afirmou, ao insistir na necessidade de cuidar as formas e priorizar o consenso.
Posição da oposição
A oposição busca aproveitar a divisão para impulsionar Álvaro Grau, que conta com nove votos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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