Pedro Alliana reflete sobre a Guerra da Tríplice Aliança em contexto de viagem presidencial
Pedro Alliana, presidente em exercício da República, expressou reflexões sobre a Guerra da Tríplice Aliança, apontando seu impacto histórico no Paraguai.
"A Guerra Guasú (Tríplice Aliança) deixou nosso país em ruínas; dela nos levantamos com coragem de ferro e firmeza titânica. Sobre este episódio devemos falar com franqueza histórica. Foi um capítulo vergonhoso, pactuado a partir de um tratado funesto para destruir nossa nação", manifestou Alliana através de suas redes sociais.
O mandatário acrescentou que "aquela guerra, que massacrou nossas crianças, queimou hospitais e saqueou Assunção, enluta a memória". Não obstante, expressou sua perspectiva para o futuro: "Nós estamos trabalhando pelo futuro, mas a devolução do canhão cristão, dos arquivos e das relíquias históricas por parte do Brasil, poderia ser um gesto de fraternidade que ajude a reparar este passado".
Viagem presidencial à região
O presidente Santiago Peña viajou nesta segunda-feira a Lima para assistir à posse da mandatária eleita do Peru, Keiko Fujimori, e posteriormente se dirigirá ao Equador para sua primeira visita de Estado a esse país. Peña partiu do aeroporto Silvio Pettirossi, que serve a Assunção, com destino à capital peruana.
Contexto internacional
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou recentemente declarações sobre a Guerra da Tríplice Aliança, referindo-se ao conflito que enfrentou o Paraguai contra Brasil, Uruguai e Argentina entre 1864 e 1870. Lula justificou o atual gasto nas Forças Armadas durante uma visita a uma fábrica da empresa de defesa Avibras Aeroco.
"A nós nos agrada a paz, mas não podemos esquecer que, um belo dia, o Paraguai decidiu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e simultaneamente a Argentina. E aquela guerra, que parecia que não seria grande coisa, durou cinco anos", expressou o mandatário brasileiro.
Lula apontou que o conflito "deveria ter consumido o equivalente a cinco orçamentos do país daquela época" e defendeu manter "Forças Armadas bem preparadas e treinadas" como poder de dissuasão.
Segundo a Secretaria Nacional de Cultura do Paraguai, a guerra "começou por causa de uma intervenção militar do Brasil, que invadiu o Uruguai com seu Exército", oferecendo uma perspectiva diferente sobre as origens do conflito histórico.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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