Passageiros continuam enfrentando longas esperas sob temperaturas mínimas
Apesar de o Governo Nacional ter assegurado o funcionamento normal do transporte público –conforme as denúncias dos cidadãos–, as esperas continuam sendo longas e os ônibus seguem em má condição. Uma equipe de ÚH saiu às ruas para corroborar junto aos usuários o funcionamento do transporte público e as reclamações foram constantes.
"Normalmente costumo esperar no mínimo meia hora. Independentemente de se tratar do coletivo normal ou do diferenciado. Depois quase uma hora de viagem. E assim todos os dias, ida e volta, são como três horas no total. O problema é que com este clima instável fica mais difícil tudo e a gente se expõe às doenças inclusive", indicou Tomás Rivas, passageiro.
O presidente do Centro de Empresários do Transporte da Área Metropolitana (Cetrapam), César Ruiz Díaz, manifestou aos meios que seu sindicato representa mais de 70% dos provedores do serviço e que o sistema se mantém mediante decisões técnicas bem fundamentadas e o cumprimento dos compromissos assumidos.
Este posicionamento cobra maior relevância se se considerar que a Lei nº 6789/21 estabelece sanções severas para as chamadas "reguladas", incluindo a revogação de licenças, a suspensão de itinerários e a perda de subsídios. Porém, nenhuma normativa consegue evitar que as reguladas continuem sendo um calvário para os passageiros.
"Sou do bairro Tembetary, costumo ir diariamente em direção à avenida Artigas desde Eusebio Ayala e o tempo de espera é sempre o mesmo, meia hora. Na minha idade o que mais me afeta é o clima com a espera. Sempre a mesma coisa", expressou seu José Luis Ramírez, passageiro, atestando assim que a situação não melhorou.
A Secretaria de Defesa do Consumidor e do Usuário (Sedeco) neste caso costuma se destacar pela sua ausência, ainda que esta agência do Governo tenha as atribuições jurídicas para sancionar as empresas pelos descumprimentos que afetam os usuários.
"Espero meia hora no mínimo para ir a Bairro Obrero, zona Tacumbú. E tanto o serviço normal quanto o diferencial é a mesma coisa. Esta mudança de clima é prejudicial para a saúde e os longos períodos de espera deixam doente qualquer um", indicou Humberto Gómez, outro usuário insatisfeito.
A Organização de Passageiros da Área Metropolitana de Assunção (Opama) acompanha o processo de regularização do sistema, ainda que a tarefa continue pendente. Até quando? Enquanto isso, esta semana será outra de grande suplício para os passageiros, não apenas pelas longas esperas, mas também porque não há paradas adequadas e muitos devem aguardar ao relento sob temperaturas mínimas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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