IPS descarta que morte de paciente no início de junho tenha sido por botulismo
Conforme o informe, o paciente do sexo masculino com 30 anos iniciou seus sintomas em 19 de maio e foi internado na Unidade de Reanimação de Adultos do Hospital Central do IPS em 24 do mesmo mês, falecendo 10 dias depois. No entanto, nesta quarta-feira informou que após receber relatórios do Ministério de Saúde Pública e Bem-estar Social (MSPyBS) descartou que tenha sido um caso de botulismo, embora não tenha fornecido maiores detalhes sobre a causa do óbito.
O paciente havia apresentado sinais de suspeita desde o dia 19 e desde a previdenciária haviam informado que aguardavam os estudos de laboratório divulgados nesta quarta-feira, com os resultados negativos já mencionados.
No mesmo documento, a previdenciária detalhou que atualmente conta com dois pacientes internados e outros dois receberam alta.
Uma das pacientes com caso confirmado é uma mulher de 59 anos que foi internada no Hospital Central do IPS em 7 de maio passado e continua internada, 48 dias depois, no Serviço de Terapia Intensiva de adultos, após ser encaminhada de um sanatório privado.
"Encontra-se em assistência mecânica respiratória, estável, lúcida, afebril, traqueostomizada, com leve melhora e recebe alimentação enteral através de sonda nasojejunal. Continua recebendo todos os controles", expressa o comunicado.
O segundo paciente com botulismo confirmado é um homem de 62 anos que foi internado em 2 de junho no Serviço de Terapia Intensiva I do IPS, também procedente de um sanatório privado onde esteve internado por 22 dias.
"Encontra-se traqueostomizado e com gastrostomia, estável, lúcido em assistência mecânica respiratória, mobiliza mãos e pés, pupilas reativas, persiste ainda a ptose palpebral e com tratamento antimicrobiano cobrindo foco urinário", indicou o informe.
O paciente continua com seus controles diários estritos e rotineiros da sala de terapia intensiva com acompanhamento multidisciplinar, além disso.
Os casos de botulismo tinham vindo à tona após alimentos presumivelmente consumidos em uma feira de comidas e a Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa) suspendeu cinco estabelecimentos gastronômicos, sob suspeitas da produção de alimentos que teriam causado três dos quatro casos confirmados pelo Ministério da Saúde.
Trata-se de Azucena, Conejo de piel de cordero, El chimi de Juancho, Locos por el sándwich e Pickles El Gringo, conforme o documento encaminhado pela instituição.
A doença pode causar neurotoxinas, o que produz danos neurológicos severos no organismo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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