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Internacional

Participação de ministro russo no G20 não afetou as conversações, segundo Estados Unidos

02/09/2026 11:00 3 min lectura 259 visualizações

Declaração final com respaldo generalizado

Os líderes financeiros do G20 concluíram na terça-feira sua reunião de dois dias com uma declaração respaldada por 19 dos 20 participantes, exceto China. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que o fato de que quase todos aceitassem a declaração final sugere que "não houve nenhum impacto" derivado da participação da Rússia na cúpula.

"Gostaria de destacar que 19 dos 20 países estiveram de acordo, então não houve nenhum impacto", declarou Bessent em uma coletiva de imprensa ao término de dois dias de reuniões em Asheville, Carolina do Norte.

Preocupações expressadas por aliados europeus

Os aliados europeus da Ucrânia haviam expressado sua frustração após a participação do ministro de Finanças russo, Anton Siluanov, nas reuniões organizadas pelos Estados Unidos. Um porta-voz da União Europeia apontou que os representantes havia recebido com muito pouca antecedência o aviso de sua assistência.

A presença de Siluanov "criou incômodo, sem nenhuma dúvida", afirmou o ministro canadense de Finanças, François-Philippe Champagne, em uma entrevista.

O comissário europeu de Economia, Valdis Dombrovskis, apontou que "não é o momento de normalizar" as relações com Moscou, argumentando que a inclusão da Rússia implica debater assuntos econômicos sensíveis com representantes de um governo que está "travando uma guerra agressiva" na Ucrânia.

Postura estadunidense sobre o diálogo

Bessent replicou que "alguns europeus ficaram com um sabor amargo, mas acho que é muito importante entabular diálogo". Além disso, destacou que "o ministro de Finanças com quem me reuni não está sancionado".

Quando indagado se havia instado a Rússia a reduzir seu apoio ao Irã, Bessent apontou que "muitas conversas é melhor mantê-las em privado".

Outros temas da cúpula

A declaração da presidência do G20 pediu uma "navegação livre, segura e previsível pelo Estreito de Ormuz", embora China se desligasse dessa seção do comunicado. Este passo estratégico está praticamente bloqueado por Teerã desde o final de fevereiro.

A tradicional foto de todos os membros participantes do G20 foi tirada na segunda-feira sem a presença de Siluanov, após o protesto de funcionários europeus.

Com os Estados Unidos à frente da presidência rotativa do G20, Washington tentou mobilizar seus parceiros para aumentar a pressão econômica sobre o Irã e encontrar vias para impulsionar o crescimento global. A guerra no Oriente Médio e as tarifas do presidente Donald Trump também foram pano de fundo do encontro.

Desacordos a respeito de desequilíbrios comerciais

Outro ponto com o qual China discordou foi uma declaração segundo a qual "os desequilíbrios excessivos e persistentes acarretam riscos e podem gerar distorsões econômicas". Isso reflete críticas ao excesso de capacidade industrial na segunda maior economia do mundo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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