Lilian Samaniego: "A saúde pública não se pode privatizar"
Defesa da saúde pública como serviço estatal
A senadora Lilian Samaniego questionou a falta de respostas do Governo ante os reclamos dos médicos e advertiu que a crise do sistema sanitário poderia favorecer a terceirização de serviços para o setor privado.
"A saúde pública não se pode privatizar", afirmou Samaniego, ao defender sua proposta para atender a crise do sistema sanitário. Apontou que o planejamento foi elaborado com participação de médicos e técnicos em economia, e sustentou que é viável e factível.
Demanda de argumentação sobre propostas
"Se não é viável, que me digam e rejeitem em todo caso, mas que argumentem", reclamou a legisladora, questionando a falta de uma resposta concreta por parte dos ministros envolvidos na administração de recursos e saúde pública.
Samaniego sustentou que existe uma falta de vontade política para encontrar uma saída ao conflito. Nesse sentido, lembrou que o orçamento total do Ministério da Saúde ascende a G. 18,2 bilhões, enquanto que para a aquisição de medicamentos, insumos e o pagamento de dívidas se preveem aproximadamente G. 2,4 bilhões.
Necessidade de recursos para hospitais
A senadora considerou necessário que os hospitais contem com especialistas e insumos suficientes e questionou que o sistema continue funcionando com carências. "Não podemos continuar assim", sustentou.
Samaniego manifestou também sua preocupação ante versões que apontam que a crise poderia ser utilizada para permitir uma maior participação do setor privado na prestação de serviços sanitários.
Advertência sobre terceirização de serviços
"Me falam que isto pode ser um plano para que o setor privado atue e cubra as necessidades do setor público. Ou seja, a terceirização, a privatização da saúde pública em nosso país. Isso não pode ser. Isso é inadmissível", enfatizou.
Samaniego questionou igualmente que o Governo alegue falta de recursos para responder às reivindicações salariais dos médicos, enquanto dispõe de fundos para medicamentos e insumos.
"Tinha sido que há dinheiro para os insumos de medicamentos. Muito bem, e o montante é G. 2,4 bilhões. E não há USD 100 milhões para os médicos", expressou a legisladora.
Dúvidas sobre o futuro do sistema sanitário
Ante essa situação, sustentou que começam a surgir dúvidas sobre o rumo que poderia tomar o sistema sanitário. "De verdade que começamos a suspeitar que o que me disseram pode ser verdade. A saúde pública não se pode privatizar", reiterou Samaniego.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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