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Economia

Paraguai está em condições de aproveitar a nova cota de carne dos EUA

30/08/2026 14:15 3 min lectura 13 visualizações

Oportunidade para o setor pecuário paraguaio

O setor pecuário paraguaio está em condições de fornecer gado para que o Paraguai participe de um percentual das 300 mil toneladas habilitadas pelos Estados Unidos, que enfrenta uma demanda de carne em aumento e uma oferta local diminuída, considerando que conta com a menor quantidade de bovinos dos últimos 75 anos.

O Dr. Mario Balmelli, presidente da Comissão de Carne da Associação Rural do Paraguai (ARP), sinalizou que esta medida poderia constituir-se em um incentivo importante na medida em que haja uma transmissão dos benefícios alcançados pela indústria ao produtor. "Esperamos todos que isso aconteça, a fim de voltar a aumentar o rebanho bovino paraguaio", expressou.

Balmelli explicou que, embora se espere que o volume seja coberto em grande parte pelo Brasil, o maior produtor e exportador mundial, a participação dependerá do interesse e da habilidade comercial das indústrias frigoríficas locais, já que a exportação se realiza através de frigoríficos habilitados.

"A oportunidade é para toda a cadeia de valor da carne em todo caso, não apenas para o produtor, ainda que dependerá da indústria utilizar esta janela de liberação de tarifas", manifestou o diretor.

Contexto do mercado estadunidense

O representante do setor comentou que o mercado estadunidense constitui-se em um dos principais importadores do mundo, tanto que os analistas projetam que em 2026 poderia alcançar o volume importado da China.

Neste marco comercial, Donald Trump outorgou inicialmente 80 mil toneladas extras para a importação de carne livre de tarifas desde a Argentina. Na semana passada, em um esforço por diminuir os preços ao consumidor local, determinou uma liberação excepcional de tarifas de 300 mil toneladas à razão de 100 mil toneladas por mês, limitada a países que não possuem cota própria, onde o Paraguai compartilha cota comum não exclusiva com Brasil, Japão, Irlanda e Lituânia.

Características do produto demandado

Balmelli esclareceu que esta oportunidade não abrange qualquer tipo de carne, menos ainda produtos premium. Trata-se basicamente de matéria-prima, especificamente carne magra para carne moída, com uma limitação específica no teor superior de gordura, pois está destinada a misturar-se com carne de feedlot de alto teor de gordura para a produção de carne moída.

Integração da res e diversificação de mercados

O presidente da Comissão de Carne detalhou que a exportação de carne ocorre no marco da integração da res, ou seja, não se abate um bovino para produzir um único corte para um único mercado. Em seu lugar, desossa-se em uma variedade de cortes com características, valores e demandas diferentes, que devem colocar-se em distintos mercados segundo os hábitos de consumo, preços e preferências de cada país.

"Por isso são necessários múltiplos mercados para poder valorizar integralmente a carne", destacou. Os diferentes cortes têm mercados específicos, e os Estados Unidos não são a exceção. Não obstante, apresentam-se situações conjunturais como a atual, considerando que Israel foi o segundo mercado do Paraguai em 2026 e o primeiro no mês de julho em ingressos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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