Paraguai busca aproveitar nova cota de carne bovina nos Estados Unidos
Oportunidade comercial para o setor carniceiro
A abertura de uma cota adicional de 300 mil toneladas de carne bovina por parte dos Estados Unidos representa uma nova oportunidade para o Paraguai. O país apunta captar até 10% deste volume durante os próximos 90 dias, segundo explicou o presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), Dr. José Carlos Martin Campercholi.
O governo norte-americano estabeleceu que o contingente será distribuído em três parcelas de 100 mil toneladas mensais, desde o 1º de setembro até 30 de novembro. Segundo esclareceu Martin, não se trata de uma cota única de 300 mil toneladas disponível de uma só vez, mas de volumes mensais que não são acumuláveis nem renováveis.
Projeções de exportação
Atualmente, o Paraguai exporta entre 6 mil e 8 mil toneladas mensais de carne bovina para os Estados Unidos. Até 31 de agosto, os envios acumulados alcançaram 35 mil toneladas e a projeção é encerrar o ano com aproximadamente 60 mil toneladas exportadas para este destino.
Se concretizada esta projeção, os envios paraguaios para o mercado norte-americano registrariam um crescimento próximo a 20% frente ao ano anterior. O novo espaço estaria orientado principalmente para carne para indústria, destinada especialmente à elaboração de carne moída.
Condições do mercado interno
O titular do Senacsa indicou que já existem frigoríficos e exportadores que manifestaram interesse em aproveitar a oportunidade. Estimou que os primeiros embarques poderiam começar na semana seguinte ao anúncio. Martin descartou que um eventual aumento das exportações gere pressão sobre o abastecimento interno do país. O Paraguai está produzindo mais de 500 mil toneladas, por isso não representa nenhum risco, afirmou.
Sinal positivo para o setor
O presidente do Senacsa considerou que a abertura temporária do mercado norte-americano constitui um sinal positivo para o setor carniceiro paraguaio. A medida dos Estados Unidos beneficia principalmente países que não contam com contingentes específicos dentro desse mercado, entre eles Paraguai e Brasil, enquanto Argentina e Uruguai ficaram excluídos ao disporem de cotas próprias.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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