Exportações de carnes superam USD 1.600 milhões ao fechar agosto
Desempenho do setor cárnico
Ao fechar agosto deste ano, as exportações do setor cárnico atingiram USD 1.664,7 milhões por um volume de 377.435 toneladas embarcadas. Isso representou uma queda de 14% em volumes e 6,2% em receitas, já que no mesmo período de 2025, os envios totalizaram 468.390 toneladas por USD 1.774,3 milhões.
De acordo com informações do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), a diminuição foi de 90.955 toneladas, enquanto que em termos de receitas, o setor experimentou um descenso de USD 109,6 milhões em relação a agosto de 2025. Apesar dessa contração em volume e receitas, o preço médio por quilograma aumentou 18%, ao passar de USD 3,74 em agosto de 2025 para USD 4,41 no mesmo período de 2026.
Carne bovina e produtos derivados
Quanto à espécie bovina, ao fechar agosto foram exportadas 186.175 toneladas de carne por um valor FOB de USD 1.299 milhões. A isso se somaram 33.087 toneladas de miúdos que geraram receitas de USD 71 milhões.
Principais mercados de destino
Respeito aos principais mercados de destino, o Chile concentrou 31% dos envios, ocupando o primeiro lugar, seguido por Israel com 20% na segunda posição, e Estados Unidos na terceira posição com 16%. Posteriormente se posicionaram a República da China (Taiwan) com 13%, Brasil com 5%, e Canadá com 4%.
Completaram os destinos de exportação a União Europeia com 2%, Rússia com 1%, Provisão Marítima com 0,5%, e outros mercados que representaram 8% do valor FOB exportado.
Oportunidades no mercado estadunidense
O setor cárnico demonstrou predisposição para expandir suas exportações em direção ao mercado estadunidense após o anúncio de ampliação temporária de 300.000 toneladas métricas para a cota tarifária na importação de cortes de carne bovina magra durante 90 dias.
Daniel Burt, gerente geral da Câmara Paraguaia de Carnes (CPC), apontou que o setor contempla de forma positiva essa notícia, já que poderia representar uma grande oportunidade para o Paraguai considerando o volume disponível para os meses de setembro, outubro e novembro.
Burt indicou que o mercado estadunidense já demonstrou em apenas dois anos de estar operativo que representa entre 10% e 15% das exportações paraguaias de proteína vermelha. Não obstante, ainda restam por se definirem algumas variáveis, especialmente no que se refere aos preços de desconto e sua implementação prática.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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