"Para mim sim corre perigo": alertam sobre o retorno de Canela à sua família anterior
Direção de Defesa Animal questiona resolução judicial que ordena volta da cadela
O caso da cadela Canela voltou a gerar controvérsia após a Direção de Defesa Animal questionar uma resolução judicial que ordena seu retorno à sua família anterior, apesar de denúncias de presumidas condições de risco no ambiente onde vivia.
O titular da Direção de Defesa Animal, Héctor Rubín, expressou sua preocupação com a decisão da juíza Carmen Román e alertou que o animal poderia voltar a uma situação insegura. Conforme afirmou, a moradia não contaria com condições adequadas para a tenência responsável de animais de estimação.
"Para mim sim corre perigo. Eu pessoalmente estive naquela casa e verifiquei que não é segura, não estão as condições", afirmou Rubín à rádio 780 AM, indicando que no local havia outros animais de estimação, como gatos, que não estariam vacinados nem contariam com documentação sanitária.
O funcionário sustentou ainda que durante as verificações realizadas solicitaram-se documentos vinculados à saúde e tenência de Canela, sem que — conforme sua versão — fossem apresentados em sua totalidade. Nesse sentido, insistiu em que o caso já havia sido advertido previamente em atas e relatórios técnicos.
Rubín também questionou a fundamentação da decisão judicial e afirmou que a instituição sob sua direção foi parte ativa do processo de acompanhamento do caso. "Está se dizendo que não se fez o trabalho, mas nós vimos intervindo desde o início", afirmou.
O caso Canela já havia gerado ampla repercussão pública pelo fato de a cadela ter sido vítima de uma grave lesão no focinho após uma explosão, situação pela qual precisou se submeter a complexas intervenções cirúrgicas e um longo processo de recuperação.
Desde a Direção de Defesa Animal sustentam que o animal obteve uma melhora significativa sob o cuidado de sua atual protetora e cuidadora, identificada como Diana Camarasa, e consideram que sua permanência nesse ambiente seria o mais adequado para seu bem-estar.
"Canela com sua cuidadora está bem, mas quando é separada apresenta problemas de comportamento e alimentação", afirmaram da instituição à 780 AM, insistindo em que o bem-estar do animal deve ser o eixo central da decisão.
O caso continua em avaliação na esfera judicial, enquanto cresce a discussão pública sobre os critérios de tenência, proteção animal e o alcance das decisões em situações de maus-tratos ou resgate.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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