Pai de Roselín critica atuação lenta das autoridades
O pai de Roselín, Juan Florentín, questionou a atuação das autoridades durante a busca de sua filha, cujo corpo foi encontrado desmembrado e enterrado após vários dias de permanência desaparecida. O homem relatou a busca que empreenderam com ajuda de seus vizinhos, disse que não espera que ninguém passe pelo que ele e sua família estão passando, e pediu esclarecer o crime e sancionar os responsáveis.
Segundo seu relato, familiares e vizinhos percorreram distintos assentamentos para tentar localizar a adolescente.
Os policiais me disseram que não podiam tomar nossa denúncia... 'amanhã nomás já, porque hoje já é tarde', manifestou don Florentín ao recordar o que, segundo seu relato, lhe disseram quando compareceu para reportar o desaparecimento de sua filha.
Eu percorri muito procurando por Roselín. O promotor me disse: 'Nós não podemos fazer nada sem ordem judicial'. Eu lhe disse 'por que você não atuou rápido. Isso aconteceu', explicou o pai, enquanto relatava como foi tratado pelas autoridades.
Florentín também afirmou que teve que buscar por conta própria imagens de câmeras de circuito fechado. O pai sustentou que enfrentou dificuldades ao solicitar apoio de agentes policiais e do Ministério Público.
Eu consegui as imagens das câmeras de segurança, indicou.
A comunidade acompanhou a família durante as tarefas de busca. Roselín era estudante e, segundo seu pai, destacava-se por sua alegria e participação em atividades escolares.
Em casa, desfrutava dançar e compartilhar com seus familiares, além de manter o desejo de culminar seus estudos. Seu pai relatou que a adolescente queria obter uma profissão para comprar uma televisão grande para sua mãe.
Ela me dizia: 'Papai, quero estudar para ser policial', e eu lhe respondia que podia estudar o que desejasse, que a ajudaria em tudo que estivesse dentro de minhas possibilidades... Depois de um tempo mudou e quis estudar Agronomia, referiu don Florentín, sobre o anseio de sua filha.
Allanamento. Uma comitiva fiscal e policial allanhou ontem novamente a residência da avó de Danilo Rodríguez (21), o principal suspeito do crime de Roselín Florentín, ocorrido em Caazapá, em busca de maiores evidências.
O procedimento realizou-se após o meio-dia, no assentamento Padre Adolfo Zaracho e foi encabeçado pela promotora Laurys Rosana Vázquez. As suspeitas indicam que o crime teria sido premeditado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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