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Política

Opositores desafiam com cortes orçamentários e afirmam que sobra dinheiro no Estado para pagar médicos

Deputados da oposição questionam gastos em seguros privados, bonificações extraordinárias e catering enquanto governo nega recursos para aumentos salariais

25/08/2026 16:45 4 min lectura 18 visualizações

O deputado Rubén Rubin apresentou uma lista de gastos que devem ser revisados antes que o Governo continue sustentando que não existem fundos para aumentar os salários do pessoal de saúde.

"Ouvi o ministro da Economia dizer que o pedido dos médicos é financeiramente impossível. Se nós não podemos cumprir com o pessoal de saúde, se não podemos cumprir com nossos docentes, se não podemos cumprir com nossas forças públicas, não faz sentido que formemos governo. Não há dinheiro, dizem desde este governo para cumprir com os médicos", indicou.

Rubin afirmou que o Estado destina mais de USD 100 milhões a seguros médicos privados e aproximadamente USD 470 milhões a bonificações extraordinárias. Também mencionou cerca de USD 20 milhões em gastos de catering e USD 65 milhões em passagens.

"Nós não podemos aumentar o salário de nosso pessoal de saúde, mas sim há dinheiro para comprar empanada", ironizou.

"Mas vá percorrer esses ministérios que não servem para nada e veja como gastam em catering. Em passagem e viático gastamos USD 65 milhões para que o ministro da Juventude viaje como se fosse um chanceler. Na DNIT distribuem no final do ano mais de USD 20 milhões do dinheiro dos paraguaios", acrescentou.

Argumentou que "sobra dinheiro" e que "é um insulto dizer que não há dinheiro e muito mais para o pessoal de saúde."

"Claro que há dinheiro. O problema é que utilizam todo o dinheiro dos paraguaios para sustentar sua estrutura partidária. É assim que são mbarete", ressaltou.

O legislador propôs além disso revisar a estrutura do Estado e questionou a existência de ministérios que têm como principal função sustentar estruturas partidárias. "Por que não começamos a fechar ministérios que não servem para nada senão sustentar a estrutura partidária dos partidos tradicionais?", perguntou.

Rubin também questionou o investimento em novos hospitais se os existentes continuam com problemas de funcionamento, medicamentos e pessoal. "São hospitais de fachada, que não têm tampouco pessoal de saúde, são somente para o proveito da obra pública", reclamou.

"Eu não entendo para quê queremos novos hospitais se os hospitais que temos não funcionam. Deveríamos focar em que funcionem primeiro os que temos, como o de Itauguá, sobre o qual o presidente Peña sempre diz que já está para sair e continua o discurso de que vai ser feito, vai ser licitado", protestou.

O deputado Guillermo Rodríguez sustentou que a mobilização representa uma reivindicação histórica com a dignificação da saúde e, especialmente, do trabalho dos profissionais médicos.

"Isto passa pelo pessoal humano, pelo recurso humano, pela dignificação", afirmou. Assinalou que se a medicina deixa de ser considerada uma profissão com a qual se possa viver dignamente, os jovens poderiam optar por outras atividades e diminuiria o interesse em realizar residências em especialidades como pediatria, ginecologia e terapia intensiva.

Rodríguez questionou além disso o argumento da ministra da Saúde, Teresa Barán, de que não existem recursos para atender as reivindicações do setor. "Me ofende quando a ministra diz que não há dinheiro", sustentou, e propôs revisar gastos e privilégios existentes em distintas instituições públicas antes de negar recursos aos médicos.

"Chega a ser ofensivo quando a ministra diz que o problema são USD 120 milhões de dólares, USD 150 milhões do orçamento público. Dinheiro é o que mais sobra neste país", expressou.

Mencionou que o Estado tem a obrigação orçamentária de cumprir com as reivindicações do setor de saúde.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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