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Política

O peñismo, uma ilusão que não decola

03/05/2026 10:45 3 min lectura 83 visualizações
El peñismo, una ilusión que no arranca

Os governos se definem pelo sobrenome de seus presidentes: O wasmosismo, o nicanorismo, o luguismo, o cartismo, o abdismo. Essas correntes personalistas se diluem com o fim do mandato, um destino inexorável que Horacio Cartes soube contornar não apenas sobrevivendo na planície, mas retornando ao poder.

Cartes, sendo presidente da República, escolheu pessoalmente Santiago Peña como seu sucessor em 2016 após fracassar o plano da reeleição, para o qual o fez renunciar ao seu partido, o PLRA, e vestir o lenço colorado. Perdeu em 2018, mas teve sua revanche em 2023.

Desde o primeiro dia de seu mandato, Peña carregava a pesada bagagem de ter pouca autonomia justamente por suas origens. Era o gerente de um movimento cujo único líder era (é) Cartes e se vislumbrava com clareza que se vinha um Governo bicéfalo. Dúvida que não pôde descartar no primeiro período de seu mandato. Talvez na distribuição dos negócios do Estado haja maior equidade, mas politicamente não teve gravitação. Diferentemente de outros governos não se conformou o peñismo porque Cartes mantém o controle absoluto do comando político, tanto que transferiu para sua residência a simbologia do poder que representava Mburuvicha Róga. Nesse contexto de liderança absoluta, voltou a escolher o candidato presidencial de seu movimento para 2028 elegendo Pedro Alliana como sucessor, desejo que já impôs em novembro de 2025. É o grande eleitor. Peña foi pato manco desde o início de seu mandato.

A dirigência de base ficou com a ilusão de designar o candidato a vice-presidente e desatou-se uma dura batalha entre senadores, deputados e governadores. Nisso também se equivocaram. Cartes já tinha armada a dupla, mas uma rebelião agitada desde o Palácio do Governo tenta quebrar essa decisão.

MOVIMENTOS EM FALSO. O peñismo tentou se constituir desde o primeiro momento. Um Gabinete técnico, mais próximo ao presidente, fantasiava com essa ideia. Este plano teve seu primeiro desvario quando os EUA declararam Cartes significativamente corrupto e o empresário se converteu em uma espécie de lepra. Viam nesta queda uma oportunidade para posicionar o presidente como líder natural, mas o empresário soube construir laços com o trumpismo, que chegado ao poder, o retirou da lista negra. O plano se retraiu. Uma segunda oportunidade se deu em março quando Cartes teve um grave quadro de saúde que o obrigou a se internar e sair com marcapasso. Honor Colorado começou a mancar ante a vulnerabilidade de seu líder. Ante a probabilidade de uma ausência mais longa se insinuou novamente a criação de uma força política afim a Peña, com os governadores como infantaria, o setor que mais depende do orçamento do Poder Executivo e que com o plano Hambre Cero estão assegurando seu futuro político.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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